26 março 2011
22 março 2011
Invisível e Permanente...

As propagandas tentam mostrar que está tudo bem,
as notícias tentam mostrar que está tudo ruim,
e quando conhecemos as pessoas com quem convivemos e vivemos,
entendemos que a vida é assim mesmo: preciosa, e implacável.
(Implacável: adj. Que não se pode aplacar, que é inexorável.
Cuja violência não se abranda. Que não perdoa.)
Minha realidade é tão diferente da realidade de tantos que me cercam!
E separada por tão poucos metros tantas vezes, e permanece lá intocada porque não conhecemos os outros... Os que vivem conosco e que também estão lá, com suas realidades tão invisíveis, mas tão poderosas e permanentes.
Quem está certo é o Pai Décio,
"A gente tem que fazer, fazer, fazer, fazer e fazer."
Essa é nossa missão,
esse é nosso objetivo,
e nosso norte não tem que ser medido em cifras, pois o que estamos fazendo com tudo isso é criar um mundo de opressão pra nós mesmos e nossos vizinhos, amigos e irmãos, que acabam envolvidos na selvageria da competição humana junto conosco por não sabermos realmente o que é importante. Nós, como humanidade, não soubemos colocar o carro atrás dos bois. Insistimos em desenvolver a tecnologia e em ter (e isso é muito bom pra mim que conserto máquinas, e agradeço porque tudo vai bem pra quem conserta máquinas, que são tantas!) mais itens, mais bens, mais coisas.
Mais preocupações, especialmente e em grande número as financeiras e de saúde.
Praticamente em toda casa se escuta alguma coisa sobre dinheiro e saúde...
E mesmo assim queremos presentes, queremos gastar no superficial, SABENDO que muitas vezes alguém perto não tem o essencial.
AGORA: A PERGUNTA!! E de quem é a culpa? A culpa da pobreza? Da desigualdade? Da miséria? Da violência? Dos homicídios, roubos e crimes?
Da mídia e dos grandes grupos de empresas, que ficam empurrando o consumo como diferença e exclusividade, excluindo muito mais pessoas do que as que realmente podem ter o "tal produto de tal tipo de pessoa"?
Da pessoa que não consegue trabalho nem emprego, que não estudou porque não teve oportunidade ou porque não quis?
Dos que são ruins de coração mesmo?
De todos nós? Da soma de todas as maldades das pessoas. (o nome dele é legião)
...
ou do nosso desejo de consumo?
da nossa vontade de ter mais do que precisamos?
ou queremos?
ou temos?
...
mas deixa eu voltar trabalhar, consertar umas máquinas e aprender sobre outras tantas. O mundo das máquinas não pode parar (enquanto tantos humanos procuram empregos por aí). E os robôs não param e trabalham à vontade. Desde que lhe dêem energia, graxa e uma babá (tensa) como eu.
11 março 2011
Uma Oração Por Nós
Querido Pai, de infinita misericória,
nestes dias tão tristes que vivemos como humanos,
separados que estamos de nós mesmos,
aonde por nada se mata um menino,
te peço a capacidade de sentir paz em meu coração,
e a força de fazer minha parte sem me comparar a ninguém,
e a esperança que nada disso seja em vão,
porque mais triste é nossa atitude de desdém...
e tanta gente acordando cedo pra dar o sangue pra viver em paz,
e outros covardes a estragar tudo que com dificuldade se faz,
precisamos de muita clareza da vida,
e uma dose de paz...
permita que mesmo que não mereçamos, possamos ser felizes,
que aprendamos e que possamos corrigir nossos erros,
e que um dia possamos entender tudo o que se passa neste cantinho do planeta azul,
que navega no espaço sideral como se nada estivesse acontecendo...
nestes dias tão tristes que vivemos como humanos,
separados que estamos de nós mesmos,
aonde por nada se mata um menino,
te peço a capacidade de sentir paz em meu coração,
e a força de fazer minha parte sem me comparar a ninguém,
e a esperança que nada disso seja em vão,
porque mais triste é nossa atitude de desdém...
e tanta gente acordando cedo pra dar o sangue pra viver em paz,
e outros covardes a estragar tudo que com dificuldade se faz,
precisamos de muita clareza da vida,
e uma dose de paz...
permita que mesmo que não mereçamos, possamos ser felizes,
que aprendamos e que possamos corrigir nossos erros,
e que um dia possamos entender tudo o que se passa neste cantinho do planeta azul,
que navega no espaço sideral como se nada estivesse acontecendo...
05 março 2011
Open Your Eyes, Open You Will Find...
Não sou ateu,
mas tenho certeza que foi a ciência que me fez ver Deus... não a religião...
pois não sei o que será após a morte, mas sei que existe a vida...
que são 15 minutos gastos perante a eternidade?
Polêmico esse vídeo,
mas nos mostra o que sabemos,
e como buscarmos,
e que realmente o caminho é a busca,
e Deus (e a quem duvida: se ele existe) é o segredo central do Universo...
Viajar é preciso, pela mente é preciso...
mas tenho certeza que foi a ciência que me fez ver Deus... não a religião...
pois não sei o que será após a morte, mas sei que existe a vida...
que são 15 minutos gastos perante a eternidade?
Polêmico esse vídeo,
mas nos mostra o que sabemos,
e como buscarmos,
e que realmente o caminho é a busca,
e Deus (e a quem duvida: se ele existe) é o segredo central do Universo...
Viajar é preciso, pela mente é preciso...
03 março 2011

Bem que poderia existir uma ilha,
um arquipélago,
algum lugar neste planetinha azul aonde pudéssemos ir pra ter paz...
Pra dar um tempo do nosso egoísmo,
pra dar um tempo do nosso estresse,
pra dar um tempo da nossa tristeza,
que não leva a nada, e tanto cultivamos a necessidade deles...
Um lugar que buscamos nas drogas, na religião, no consumo...
Seremos tão pouco merecedores da felicidade?
Ou estaremos completamente equivocados em nosso padrão de pensamento?
Porque somos tristes? Porque somos sofredores?
Mas essa ilha de paz, dessa maneira, não há...
mas sabe que pensando bem uma maneira certo pode dar....
Dentro de nós reside a nossa essência, inquieta, observando o mundo, observando nossos próprios pensamentos, e comparando, revendo, contestando o que vem. Essa é a voz da verdade, uma voz que sussurra baixinho, no mundo de dentro, algo que há muito nos disseram e já sabemos, mas não cremos ou esquecemos.
Quanta culpa nos colocam por querermos a felicidade!
Quão infeliz querem que creiam que devemos ser pelos noticiários?
Porque tanta insistência em nos dar a culpa e a consciência da culpa sem nos dar uma solução clara e simples? Porque nos eternizar na culpa?
Se queremos ver como devemos progredir, olhamos pra cima,
pra ver como somos felizes, olhamos pra baixo,
mas pra não perder o rumo da vida, olhamos sempre pra frente,
e pros momentos de dúvida levamos na lembrança nossas pegadas que ficaram pra trás...
Não viemos pra cá pra aprender e recomeçar?
Não estamos aqui pra ver e assimilar?
Não estamos aqui pra sentir e provar?
Quem paga o preço de nossas vidas, não somos nós mesmos?
Então, pra que o medo?

E a voz que mora no lado de dentro de nós pergunta:
- Vale a pena sofrer tanto pela vida, sabendo que o dinheiro, poder e as decisões estão nas mãos de poucos, e esses poucos nada sabem sobre os muitos outros?
- Vale a pena trabalhar tanto e enriquecer os poucos que pouco ou nada sabem sobre os outros?
- E as águas que passam, a chuva que vem, o dia que vai? E as semanas que passam lentas, e os anos que passam rápidos demais? Que fazemos com nosso tempo?
Somos o que sabemos, somos o que seremos.
Um instrumento musical,
uma luta, ou melhor arte marcial,
um exercício aeróbico matinal,
uma leitura sensacional,
um desenho infantil que seja,
um erro arrependido que não quer que ninguém veja,
um pensamento que vira palavra,
um pensamento sem trava,
uma mente que devaneia e viaja...
A libertação vem de um processo demorado, que nasce na indignação com a desigualdade, estupidez, injustiça e cegueira do mundo e de nós mesmos. Ruptura. Ruptura. Ruptura com tudo o quanto é antigo e obsoleto. Ruptura com tudo quando é injusto e opressor. Ruptura com o sistema que nós mesmos criamos, um monstro que alimentamos e está prestes a nos devorar. Desapego. Desapego. Desapego.
Ruptura com os que sugam o petróleo do chão para nos vender a preços estratosféricos, às custas de nosso trabalho para construir Dubai, e outros impérios do mortal óleo...
(Ruptura com os que definem nossos meios de transporte,
nossa população mundial,
os países que serão e não serão invadidos,
com nossas bombas que explodem o planeta inteiro e mais um pouco...)
E a nossa ilha de sossego,
e a nossa terra de proteção,
é esse lugar microscópico,
um átomo no coração...
(que brilha sempre, com a luz de uma explosão)
19 fevereiro 2011
O Tempo

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer;
tempo de plantar, e tempo de colher;
Tempo de matar, e tempo de curar;
tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir;
tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras,
e tempo de ajuntar pedras;
tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder;
tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser;
tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar;
tempo de guerra, e tempo de paz."...
Eclesiastes

e o tempo todo, só existe o agora... sempre...
quem se adapta à estação é a planta que vive mais feliz.
como diria o Pato Fu, "Tempo, tempo, mano velho..."
e o que mais podemos nós fazer com nossas vidas do que nos entregarmos a ela?
e quem se entrega à sua vida?
e quem entrega sua vida à vida?
mesmo que no dia a dia,
mesmo que nos mesmos lugares,
quem sabe o quê sobre quem?
e quem diz que a verdade é o que se diz dela por aí?
se parar pra ver, pra olhar com calma, quem é mais feliz?
quem quer pensar que pense,
quem quer gostar que goste,
vou fazer o que puder,
e o que sobra de mim serve aos outros então,
e quanto menos quero mais sobra,
e tanto mais tem
e as vidas se cruzam então e sempre
há mais sentido que isso então?
f@#4-53 a razão!
ouçamos a voz mais quieta então
que diz: siga seu coração
brega como o rei Roberto em uma linda canção,
e entre sinceros e bregas, em decadente existência de exílio humano,
linda em possibilidades e experiências regadas de tudo quando é tipo de riso e dor,
vivemos nós perdidos diante de um mundo de tanto esplendor,
que mal podemos cruzar sem um carimbo marcar
loucura este lugar aqui sim,
planeta da vida e dos tempos sempre de adaptação,
como toda criação...
15 fevereiro 2011
Olhos da Terra
Enquanto o mundo explode,
os olhos atentos treinam o desapego,
não porque não gostam,
mas para evitar o sofrimento.
Felizes os que acolhem a si mesmos,
como a muito se diz...
"Os cães ladram, e a caravana passa..."
e passa a nossa caravana,
quieta, mas feliz,
invisível aos olhos do sistema mercador de mentes
pois nosso oceano pode não ser tão vasto,
mas é muito mais profundo...
os olhos atentos treinam o desapego,
não porque não gostam,
mas para evitar o sofrimento.
Felizes os que acolhem a si mesmos,
como a muito se diz...
"Os cães ladram, e a caravana passa..."
e passa a nossa caravana,
quieta, mas feliz,
invisível aos olhos do sistema mercador de mentes
pois nosso oceano pode não ser tão vasto,
mas é muito mais profundo...
08 fevereiro 2011
Paradigma do Paradoxo

Nosso padrão de pensamento como humanidade está completamente deformado. Enquanto devido ao próprio aumento da população já faz matematicamente a vida ficar mais dura, as próprias pessoas estão tornando essa mesma realidade ainda pior...
O consumo, na maior parte das vezes excessivo e desnecessário, acaba com os recursos naturais e exige mais água, poluição e trabalho para produzir traquitanas que muitas vezes nada trarão de alívio, e por outras até mesmo podem trazer destruição, como é o caso dos -veja bem não são bilhões- dos TRILHÕES de dólares que são gastos em armamentos que, dizem, visam garantir "a paz e a estabilidade da região". PAZ e ESTABILIDADE com BOMBAS que somente DESTROEM? Conceito errado na base.
Além do completo mau emprego do dinheiro e conhecimento, a crise da humanidade vai mais fundo, chegando ao cantos mais escondidos da alma de cada um que, vendo a realidade se degenerar dia a dia ficam cada vez mais desesperançados.
Somado a tudo isso, ainda temos que nos preservar da exposição excessiva, pois a capacidade humana de gerar e GERIR intrigas é gigantesca, e, portanto, quanto mais informações tem sobre nós, mais podem fazer uso para o bem ou para o mal.
E no meio disso tudo, tentamos levar a vida de uma maneira mais justa e menos covarde, lutando dia a dia para conquistar o que é nosso.
Grande parte de todos os problemas já estariam resolvidos se cada um ficasse para si somente com a parte que lhe é pertinente do planeta e da vida, se não houvesse tantos exageros e exageros tão grandes, vultosos e desnecessários.
A questão é que como toda construção exige persistência e paciência, e as mudanças mais profundas são as mais lentas... E claro, necessário muito nos encontrarmos, encontrarmos nossos verdadeiros amigos de caminhada e jornada, e aquietarmos a mente para perceber que, no fundo, todos vamos morrer, e tudo o que for feito da política desse mundo nada adianta e serve. Verdadeiros mesmos só os fatos. Verdadeiros mesmos, só os sentimentos que derivaram dos fatos...

E dessa maneira, alguns pensam que nada podem fazer pelo mundo, e continuam levando seus cachorros para passear e cagar na rua; ou pior, sem castrar seu animais, jogam filhotes nas ruas para a morte ou adoção... E continuam a brigar no transito e a negar a vez a quem quer que seja... E continuam a dizer não com arrogância ao invés da educação... E continuam achando que são mais que os outros...
Melhor do que tentar mudar o mundo, a essa altura do campeonato, é aceitarmos ele e mudarmos nós mesmos para suportar tudo que há de vir para uma humanidade com cegueira e perdida, se possível com a cabeça erguida, pois nada há no mundo além do que a vida que queremos viver nele... a nossa e a dos outros.
15 janeiro 2011
Ouro Fino Agua Mineral 20 litros Contaminada
Comprei agua mineral Ouro Fino de garrafao, pra minha surpresa, contaminada com alguma gosma dentro.
Imagine o que já não pagamos pra tomar?
Fiz alguns videos e postei no Youtube.
Responderam "são algas"...
quem quiser divulgar essa beleza, mantém-se a recomendação:
ÁGUA DA TORNEIRA! (Filtre ou ferva para garantir!)
03 – (Este tem narração!!!) http://www.youtube.com/watch?v=9tLig7Dd148
01 - http://www.youtube.com/watch?v=s0wZg6BSSKY
07 - http://www.youtube.com/watch?v=0N_hz8JUeCo
02 - http://www.youtube.com/watch?v=9TJVeVIrJFQ
04 - http://www.youtube.com/watch?v=N-9nU1bPw8s
05 - http://www.youtube.com/watch?v=BKvY52qE22U
06 - http://www.youtube.com/watch?v=SjM5H72E5po
Imagine o que já não pagamos pra tomar?
Fiz alguns videos e postei no Youtube.
Responderam "são algas"...
quem quiser divulgar essa beleza, mantém-se a recomendação:
ÁGUA DA TORNEIRA! (Filtre ou ferva para garantir!)
03 – (Este tem narração!!!) http://www.youtube.com/watch?v=9tLig7Dd148
01 - http://www.youtube.com/watch?v=s0wZg6BSSKY
07 - http://www.youtube.com/watch?v=0N_hz8JUeCo
02 - http://www.youtube.com/watch?v=9TJVeVIrJFQ
04 - http://www.youtube.com/watch?v=N-9nU1bPw8s
05 - http://www.youtube.com/watch?v=BKvY52qE22U
06 - http://www.youtube.com/watch?v=SjM5H72E5po
16 dezembro 2010
In Finito

Pois é,
estamos no mundo sem manual de instruções...
chegamos como uma célula e saímos daqui deixando todas...
E a vida, vista de dentro, do dia a dia, é uma eternidade de dias de trabalho, de luta, de pensamentos, de conhecimento de nós mesmos.
E a vida, vista de fora, é um instante e nada mais, fugaz como uma chuva intensa, que cai levando tudo o que vem pela frente e depois se vai, deixando lugar pro sol.
e nesse breve momento em que existimos, difícil conseguirmos manter nossa mente em tal distância focal, a ponto de percebermos nossa vida toda em um pensamento.
Difícil vermos que esse instante no infinito, que essa partícula de tempo existencial do Universo, nada de grande demais faremos, nada pequeno demais faremos.
Todo o lixo que produzimos (exceto o nuclear) é feito dos mesmos átomos de sempre, que estiveram no planeta desde a sua criação (ou foram trazidos por algum corpo celeste, cometa, meteoro), e estarão depois que formos. Os lixões serão para o mundo de daqui dez mil anos ricos depósitos de materiais diversos, verdadeiras minas.
O verdadeiro mundo que vivemos é o mental. É daquele ser que pensa dentro da nossa cabeça, mas que no fundo não está lá. Somos nós, o que pensamos e sentimos. São nossas alegrias e aflições.
As próprias coisas que criamos se tornam um elemento hipnotizador e nos fazem cair em uma espiral (espirais não são hipnóticas?) de necessidade -> consumo -> trabalho para pagar -> mais necessidades -> mais consumo -> mais trabalho... e onde quem realmente enriquece e se aproveita desse mecanismo são, obviamente, os muito poderosos, os muito ricos.
As desigualdades fazem com que o desemprego gigante se torne nada mais do que uma reserva de mercado para as empresas poderem sempre ter mão de obra mais barata (NÓS!)
E nós, por nossa vez, compramos produtos baratos feitos na China por pessoas muito mais exploradas que nós, para enriquecer um empresário que pouco liga para o mundo, poluindo tudo a ponto de rios que ficam perto de fábricas de calças Jeans mudarem de cor todos os dias, dependendo da produção em vigor...
Nossos semelhantes se tornam muitas vezes, quando situados dentro desse transe, em mais uma criatura exploradora, sanguessuga, vampira de energia. Em seu objetivo cego de conseguir mais e mais e mais, se impõe acima dos outros e às vezes de tudo, do planeta e do ar, da água e da terra.
Tendo medo de perder o que tem, consegue mais, e assim fica com mais medo ainda de perder o que conseguiu. Os pensamentos, a vontade de ser feliz e livre acima de tudo, ainda precisa entrar pela mente aberta até o coração para despertar nos sofredores que exigem um mundo mais justo e humano para que possamos realmente aproveitar tantas belezas, apresentadas gratuitamente pelo mundo para nós.
E isso não virá antes de uma ruptura interna (pois externamente teremos que nos segurar nesse sistema cambaleante até que tenhamos uma alternativa melhor) nos liberte de queremos ser alguém dentro de tal circo. Precisamos mais que tudo desejarmos alegria em estar vivo, e enquanto houver tanto sofrimento e desigualdade, mesmo com as maiores defesas, algo de ruim sobrará.
A mente livre deve começar a rir, a rir dos estúpidos que estão com o poder e dele não fazem mais do que joguete particular. Rir dos que enriquecem achando que serão felizes, pois frequentemente com o dinheiro vem a traição, a inveja, a morte. A rir dos que acham que são melhores que os outros, de cegos e ignorantes de suas absurdas limitações humanas. A rir da nossa vida, tão aflita por tão pouco. A rir de tanto desespero gerado por egoísmo. Rir das políticas dos países poderosos, que proíbem qualquer um de se tornar poderoso, usando para isso todos os meios ilícitos, ocultos e manipulados inclusive de roubo e invasão, e que tem arsenais nucleares gigantescos, "protegendo o mundo dos terroristas", que no fundo, são eles mesmos, só que do outro time.
E assim, quando caímos na real do que realmente somos, um ponto focal de consciência, com grande chance de que seja imortal e eterno, passando por experiências físicas em um ambiente inburlável, as coisas ficam mais simples: precisamos mais do que tudo sermos fiéis a nós mesmos e a nossa natureza, pois a planta só cresce no ambiente que lhe agrada, morrendo lentamente quando tem para si uma vida diferente de sua natureza.
Louvados os livres de pensamento,
os subverterdores, críticos, malucos,
os éticos, sérios e verdadeiros.
O mundo é dos livres. Como já diziam os Mutantes, mais louco é quem me diz que não é feliz...
(não é feliz!)
08 dezembro 2010
Liberdade
O hipócrita país do norte, que tanto prega a liberdade em seus discursos patrióticos, pouco caso faz para a mesma. O que querem é somente a liberdade de consumo, a liberdade pra quem tem dinheiro.
O governo estadunidense está em uma de suas campanhas mais arriscadas, colocando um dos maiores ícones atuais do Underground libertador, o criador do Wikileaks, Jullian Assange, procurado pela interpol como número 2 do mundo no FBI (atrás somente do Osama Bin Laden) devido a acusação de ESTUPRO.
Um estuprador perigosíssimo devemos supor.
E também que as duas "moças" que o acusam consentiram com o ato, e estão agora dizendo que ele não usou camisinha e não avisou elas....
O procurado número 2 do FBI. Em uma manobra clara para calar a boca dos que lutam contra a injustiça (a JUSTIÇA dos poderosos TEM DOIS PESOS, um leve para os aliados e um severo e pesado para os páreas. a JUSTIÇA verdadeira tem um ÚNICO PESO igual a todos.)
Cansado de ver todas as manobras hipnóticas que os meios de comunicação realizam, sugerindo minuto a minuto, dia após dia, semana após semana e mês após mês a mesma coisa: CONSUMA, TRABALHE e CONSUMA. Além, claro, de imputar um pouco de medo e tristeza nas pessoas, para ficarem mais fragilizadas e amedrontadas, tornando-as vítimas mais suscetíveis às manobras de massa.
Então, mesmo quem tem olhos pra ver e tudo está acontecendo às claras, não está vendo. Estamos passando por um momento muito crítico na humanidade: aonde a partir de agora, teremos que escolher em que lado estamos. Do lado da Verdade, da Justiça e da Liberdade, que exigem um grande salto quântico na qualidade da humanidade em geral, ou o mundo manipulado, dominado por elites bilionárias e suas agendas.
A hora do esclarecimento das massas chegou.
Somente ficará às escuras aquele que desejar.
Quem tiver força e coragem para se libertar de suas amarras mentais estará frente a frente com o momento mais importante e perigoso até agora da história da humanidade:
o limite aonde as massas não podem mais ser manipuladas ao bel prazer, exceto com seu próprio consentimento (que tem acontecido, tendo em vista que a vida guiada é mais fácil). Tanto poder com tão pouca clareza, trazendo a humanidade à beira de um grande conflito global, alimentado dia a dia pelo ódio e pelas invasões infundadas, pelas mentiras, pela opressão. Mostrando sua verdadeira cara, fazem tudo às escondidas.
WIKI LEAKS, SYSTEM SUCKS. (A NOVA ORDEM MUNDIAL É UMA ILUSÃO)
30 novembro 2010
Pois é,
depois de ouvir a sabedoria da senhora que limpa aqui em casa, aderi ao sabão em pedra. é muito melhor que detergente mesmo. mais natural, e não consome uma garrafinha pet!
Pense nisso!
RETIRADO DE: http://niqueneime.wordpress.com/2009/06/24/sabao-vs-detergente/
ESCRITO POR: BLINQUE
Cacete, pq vc usa detergente liquido pra tudo?
vc ja pensou como o detergente destroi tudo?? Cara, eh quase uma “anti-matéria”, arminha de raio laser ! iuaehiuehea
esse veneno derrete quase tudo, pura magia negra! rs
e vc despejando 1 tubo por semana dessa merda pelo ralo…
(nao que eu esteja preocupado com o “meio ambiente”, mas talvez vc possa estar… auehiaeheia )
ja parou pra pensar como o sabao em pedra eh mto, mas mto mais “natural”? Ou, no minimo, de uso mais racional da água…
…despejo de subprodutos menos toxicos…
se vc vai lavar apenas copos, talheres e pratos, use sabao em barra!
guarde o detergente pra lavar panelas mto engorduradas…
ahhh, mas vc eh como eu, que nao ta nem aih pro que eh “ecologicamente correto”?
Certo, vc eh dos meus!!! =)
mas veja bem… o detergente nao sai tao facilmente dos copos, pratos, etc…
em outras palavras: vc esta bebendo detergente!
vc ta consumindo boa parte desse liquido bizarro que inventaram que ajuda a dissolver praticamente tudo que eh gordura…
nao sei se tu sabe, mas tuas células tem uma camada (que isso tem a ver?)… e boa parte da camada, eh feita de gordura… detergente dissolve células….
O detergente apavora com mtos tecidos! (meus nao, pq eu uso sabao :P )
umas decadas atras um grupo chegou a defender que detergente era cancerigeno e que tb detonava a pele…
mas acho que o lobby das companhias de limpeza silenciaram essas proto-ongs…
mas eh fato que pode provocar eczemas, alergias, inclusive respiratórias…
iauehiueheahiaieuh
e eu nem to comparando o que eh necessario para fazer um detergente X para fazer um sabao…
sao muitos os componentes para se fazer detergentes… inclusive derivados de petroleo…
mesmo os que nao sao, deixam subprodutos pessimos …
ahhh, sem contar que o detergente eh embalado em PET… vc joga varios desses no lixo sem ninguem reciclar, pode ter certeza.
Acho que o povo do Nilo ganha facil nessa!
(reza a lenda que egipcios se lavavam com oleos e cinza na beira do rio…)
Bom, eu prefiro tanto sabao que ateh lavo tomate e maçã com sabao em pedra…
… mas cuidado!! existe sabão com detergente na formula…
claro, as fabricas sao espertas… “vc gosta de sabao? o nosso mega-brilho lava melhor!”… eles embutem detergente em algumas marcas…
Malditos!
só uma dica pra quem for lavar louça com sabão, mas esta acostumado com o power-detergente:
as vezes a esponja fica mto engordurada e parece que o sabão nao está dando conta…
eh só lavar a propria esponja com o sabão e repetir… pronto o sabão começa a funcionar de novo como mágica ;)
ahhh, e pq nao fazer sabão caseiro???
isso em um próximo post ;)
:)
RETIRADO DE: http://niqueneime.wordpress.com/2009/06/24/sabao-vs-detergente/
ESCRITO POR: BLINQUE
depois de ouvir a sabedoria da senhora que limpa aqui em casa, aderi ao sabão em pedra. é muito melhor que detergente mesmo. mais natural, e não consome uma garrafinha pet!
Pense nisso!
RETIRADO DE: http://niqueneime.wordpress.com/2009/06/24/sabao-vs-detergente/
ESCRITO POR: BLINQUE
Cacete, pq vc usa detergente liquido pra tudo?
vc ja pensou como o detergente destroi tudo?? Cara, eh quase uma “anti-matéria”, arminha de raio laser ! iuaehiuehea
esse veneno derrete quase tudo, pura magia negra! rs
e vc despejando 1 tubo por semana dessa merda pelo ralo…
(nao que eu esteja preocupado com o “meio ambiente”, mas talvez vc possa estar… auehiaeheia )
ja parou pra pensar como o sabao em pedra eh mto, mas mto mais “natural”? Ou, no minimo, de uso mais racional da água…
…despejo de subprodutos menos toxicos…
se vc vai lavar apenas copos, talheres e pratos, use sabao em barra!
guarde o detergente pra lavar panelas mto engorduradas…
ahhh, mas vc eh como eu, que nao ta nem aih pro que eh “ecologicamente correto”?
Certo, vc eh dos meus!!! =)
mas veja bem… o detergente nao sai tao facilmente dos copos, pratos, etc…
em outras palavras: vc esta bebendo detergente!
vc ta consumindo boa parte desse liquido bizarro que inventaram que ajuda a dissolver praticamente tudo que eh gordura…
nao sei se tu sabe, mas tuas células tem uma camada (que isso tem a ver?)… e boa parte da camada, eh feita de gordura… detergente dissolve células….
O detergente apavora com mtos tecidos! (meus nao, pq eu uso sabao :P )
umas decadas atras um grupo chegou a defender que detergente era cancerigeno e que tb detonava a pele…
mas acho que o lobby das companhias de limpeza silenciaram essas proto-ongs…
mas eh fato que pode provocar eczemas, alergias, inclusive respiratórias…
iauehiueheahiaieuh
e eu nem to comparando o que eh necessario para fazer um detergente X para fazer um sabao…
sao muitos os componentes para se fazer detergentes… inclusive derivados de petroleo…
mesmo os que nao sao, deixam subprodutos pessimos …
ahhh, sem contar que o detergente eh embalado em PET… vc joga varios desses no lixo sem ninguem reciclar, pode ter certeza.
Acho que o povo do Nilo ganha facil nessa!
(reza a lenda que egipcios se lavavam com oleos e cinza na beira do rio…)
Bom, eu prefiro tanto sabao que ateh lavo tomate e maçã com sabao em pedra…
… mas cuidado!! existe sabão com detergente na formula…
claro, as fabricas sao espertas… “vc gosta de sabao? o nosso mega-brilho lava melhor!”… eles embutem detergente em algumas marcas…
Malditos!
só uma dica pra quem for lavar louça com sabão, mas esta acostumado com o power-detergente:
as vezes a esponja fica mto engordurada e parece que o sabão nao está dando conta…
eh só lavar a propria esponja com o sabão e repetir… pronto o sabão começa a funcionar de novo como mágica ;)
ahhh, e pq nao fazer sabão caseiro???
isso em um próximo post ;)
:)
RETIRADO DE: http://niqueneime.wordpress.com/2009/06/24/sabao-vs-detergente/
ESCRITO POR: BLINQUE
16 outubro 2010
Saindo do Fundo do Poço

Coincidências existem ou não?
Seja qual for a opinião, eu particularmente não creio mais nelas...
E 33 foram os mineiros, resgatados...
como disse naquele site aquele moço...
"Como uma mensagem, que um por um podemos todos sair do fundo do poço..."
não foi essa a mensagem que o moço que morreu com 33 anos, minha idade de hoje, deixou pra nós?
um por um,
com todo cuidado do mundo com todo mundo...
vida foda,
realidade cruel,
mas temos nossa inteligência e nosso coração,
e nada mais pode fazer a diferença.
Somente nós mesmos,
uns com os outros,
nos resgatando...
Se não ficaremos todos presos juntos no fundo da mina...
Redenção

Pois é, a tanto tempo não escrevo...
Tudo muda, como já diria o Elastica naquela linda música... "Nothing Stays the Same"...
e do dia 2 pro dia 3 de outubro, meu teste de desapego...
Minha gatinha "Remelinha", de quatro anos (parecia um bebê de tão pequena que era) se mandou daqui de casa (porque ficou trancada pra fora e não quis saber de maus tratos, tadinha dela era inocente) e deixou um puta vazio no lugar... (se vc achar essa gatinha, me devolve ela por favor??)

Se eu fico falando de desapego, minha vida me prega essa peça...
me leva a gatinha que a 4 anos atrás achei na rua, abandonada lá em Santa Felicidade miando sem parar... e depois de ser rejeitada duas vezes, ficou comigo mesmo, sabe como é... quatro anos depois, dia a dia comigo, se foi.
O desapego é cruel...
Mas o post que eu queria dizer era outro...
mas acho que vai se chamar outra coisa...
tipo Saindo do Fundo do Poço
21 setembro 2010
Eterno Retorno

O nosso planetinha azul, cenário de tantas aflições. A manifestação da vida e sua evolução se desdobram diante dos olhos incrédulos com o milagre eterno e infinito do Universo indefinidamente em toda sua imensidão. Nossos sentidos e olhos turvos pela escuridão dos fantasmas de nossa própria espécie, perdida sem rumo em seu próprio cais.
A necessidade urgente de interação e realização humanas nascem de um paradoxo evolutivo, no qual a média das consciências determina um padrão de qualidade de vida, e aonde o mais evoluído só consegue ir adiante se melhorar os atrasados, e aonde o conjunto holográfico de seres é extremamente interdependente uns dos outros, senão em muitas dimensões entre as quais pensamentos e sentimentos estão inclusos em níveis desconhecidos, ao menos em nossa dimensão visível.
E se a inteligência e a intuição que animam esse texto em dimensão intocável à matéria se encontra, não o é intocável aos pensamentos e ações. Cuidemos, pois, do primeiro mecanismo mental que temos: o pensamento; livrando-o das armadilhas do consumo, do orgulho, do egoísmo.
"O homem que tivesse vivido sempre sobriamente, que não tivesse abusado de nada, que tivesse sido sempre simples em seus gostos, modesto em seus desejos, se pouparia de muitas tribulações."
Aquele que erra mais deve perdoar. A tolerância é espaço criado entre os seres, de segurança e depreocupação, desde que sempre com respeito. A perfeição é o destino da compreensão de que a criação do espírito é o maior segredo do Universo, e que esse segredo habita em cada um de nós, trazendo uma parcela dessa eternidade e infinitude às nossas vistas. Temos como nosso motor o próprio segredo da criação.
Se por alguma razão cansamos de obter e aceitamos mais também servir, a experiência vivida centuplica seus ramos, acrescentando à nossa mente impressões e experiências alheias, bem eterno do coração de outrem.
E somente com total valorização, compreensão, respeito e evolução é que poderemos realizar nosso potencial mais importante: o de ser feliz e livre, com a coragem que vem da paz!
14 maio 2010
Comportamento
O Comportamento Assertivo (retirado do blog http://www.umtoquedemotivacao.com )
Se você passa pela vida cheio de inibições, cedendo à vontade alheia, guardando seus desejos dentro de si, ou, ao contrário, destruindo os outros a fim de atingir seus próprios objetivos seu sentimento de autovalor estará baixo. Nosso sistema de vida ocidental muitas vezes cultiva maneiras conflitivas de comportamento em várias áreas de relacionamento interpessoal, havendo uma nítida contradição entre comportamentos “recomendados” e comportamentos “reforçados”. As instituições da sociedade têm ensinado com tanto empenho a inibir a expressão dos direitos razoáveis de uma pessoa que esta pode se sentir culpada por haver se afirmado.
Cada pessoa tem o direito de ser e de expressar a si mesma, e sentir-se bem (sem culpas) por fazer isso, desde que não fira seus semelhantes no processo. O comportamento que torna a pessoa capaz de agir em seus próprios interesses, a se afirmar sem ansiedade indevida, a expressar sentimentos sinceros sem constrangimento, ou a exercitar seus próprios direitos sem negar os alheios, é denominado de comportamento assertivo.
A pessoa não-assertiva tende a pensar na resposta apropriada depois que a oportunidade passou. A pessoa agressiva pode responder muito vigorosamente, causando uma forte impressão negativa e mais tarde arrepender-se disso. É nosso propósito neste texto, orienta-lo para que obtenha um repertório de comportamento assertivo mais adequado para que escolha respostas apropriadas e satisfatórias em várias situações.
Pesquisas demonstraram que o aprendizado de respostas assertivas inibirá ou enfraquecerá a ansiedade previamente experimentada em relações interpessoais específicas. Quando a pessoa se torna capaz de afirmar-se e fazer coisas por iniciativa própria, ela reduz apreciavelmente sua ansiedade ou tensão anteriores em situações críticas e aumenta seu senso de valor como pessoa. Este mesmo senso de valor está geralmente ausente na pessoa agressiva, cuja agressividade pode mascarar sentimentos de culpa e de insegurança. Desta forma, podemos caracterizar três tipos de comportamento interpessoal:

O EMISSOR
NÃO-ASSERTIVO
- Nega a si próprio
- Fica inibido
- Permite que outros escolham
- Não atinge os objetivos
- Fica magoado e ansioso
ASSERTIVO
- Valoriza-se
- Expressa-se
- Escolhe por si para ele mesmo
- Atinge os objetivos desejados
- Sente-se bem consigo mesmo
AGRESSIVO
- Valoriza-se às custas dos dos outros
- Expressa-se
- Escolhe para os outros
- Pode atingir os objetivos ferindo os outros
- Deprecia os outros
O RECEPTOR
NÃO-ASSERTIVO
- Sente culpa ou raiva
- Sente-se ferido, humilhado e na defensiva
- Não atinge os objetivos desejados
ASSERTIVO
- Valoriza-se
- Expressa-se
- Pode atingir os objetivos desejados
AGRESSIVO
- Repudia-se
- Deprecia o emissor
- Atinge os objetivos às custas do emissor
O comportamento agressivo resulta comumente num “rebaixar” o receptor. Seus direitos foram negados e ele se sente ferido, humilhado e na defensiva. Embora a pessoa agressiva possa atingir seus objetivos, ela pode também gerar ódio e frustração que poderá receber mais tarde como vingança.
Por outro lado, um comportamento assertivo apropriado na mesma situação aumentaria a auto-apreciação do emissor e uma expressão honesta de seus sentimentos. Geralmente ele atingirá seus objetivos, tendo escolhido por si mesmo como agir. Um sentimento positivo a respeito de si mesmo acompanha uma resposta assertiva.
Do mesmo modo, quando as consequências destes três comportamentos contrastantes são vistas da perspectiva de uma pessoa “sobre a qual” eles são emitidos (ou seja, o indivíduo ao qual o comportamento é dirigido), surge um padrão paralelo. O comportamento não-assertivo produz freqüentemente sentimentos que vão de simpatia a um franco desprezo pelo emissor. Também a pessoa que recebe a ação (receptor) pode sentir culpa ou raiva ao atingir seus próprios objetivos às custas do emissor. Pelo contrário, uma transação envolvendo asserção aumenta os sentimentos de autovalorização e permite expressão total de si mesmo. Além disso, enquanto o emissor atinge seus objetivos, os objetivos do indivíduo ao qual o comportamento é dirigido também podem ser atingidos.
Em suma, é claro então que no comportamento não-assertivo o emissor se prejudica pela própria autodesvalorização; e no comportamento agressivo o receptor é prejudicado. No caso da asserção, nenhuma pessoa é prejudicada e, a menos que os objetivos desejados sejam totalmente conflitantes, ambos podem sair-se bem.
EXEMPLOS DE CASOS

“Jantando Fora”
O Sr. e a Sra.A estão num restaurante de preços moderados. O Sr.A pediu um bife especial, mas quando foi servido percebeu que estava muito bem passado, ao contrário do que ele havia pedido. Seu comportamento é:
Não-Assertivo:
O Sr.A resmunga para a mulher a respeito do bife “queimado” e diz que não volta mais neste restaurante. Ele não diz nada ao garçom e responde “tudo legal” à sua pergunta “está tudo bem?”. A sua noite e seu jantar são altamente insatisfatórios e ele se sente culpado por não ter tomado uma atitude. A auto-estima do Sr.A e a admiração da Sra.A por ele são diminuídas pela experiência.
Agressivo:
O Sr. A chama o garçom à mesa e é injusto e grosseiro com ele por não ter atendido bem. A sua atitude ridiculariza o garçom e constrange a Sra.A. Ele pede e recebe outro bife mais de acordo com o que queria. Ele se sente controlando a situação, mas o embaraço da Sra.A cria atrito entre eles e estraga a noite. O garçom fica humilhado, zangado e sem jeito o resto da noite.
Assertivo:
O Sr.A chama o garçom à sua mesa, lembra-lhe que pediu um bife especial, mostra-lhe o bife bem passado, pede-lhe educada mas firmemente que o troque por um mal passado como ele havia pedido. O garçom pede desculpa pelo erro e rapidamente o atende. O casal aprecia o jantar e o Sr.A se sente satisfeito consigo mesmo. O garçom se sente feliz com o freguês satisfeito e o serviço adequado.

“Emprestando Alguma Coisa”
Helen é uma universitária atraente e excelente estudante, amada pelos professores e colegas. Ela mora numa república com seis moças, dividindo seu quarto com duas. Todas as moças namoram regularmente. Uma noite, enquanto as colegas de quarto de Helen se preparavam para encontrar os namorados (Helen planeja uma noite tranqüila elaborando um trabalho escolar), Maria diz que vai sair com um cara muito legal e espera dar uma boa impressão. Ela pergunta a Helen se pode usar um colar novo que Helen acabou de ganhar de seu irmão. Helen e seu irmão são muito amigos e o colar significa muito para ela. Sua resposta é:
Não-Assertiva:
Ela “engole em seco” seu medo do colar ser perdido ou danificado, e seu sentimento de que seu significado especial o tornava muito importante para ser emprestado e diz:”Claro”.
Ela se desvaloriza, reforça Maria por fazer um pedido excessivo e se preocupa toda a noite (o que traz pouca contribuição para o trabalho escolar).
Agressiva:
Helen mostra indignação pelo pedido da amiga, diz-lhe “absolutamente não” e começa a censurá-la severamente por atrever-se a fazer uma pergunta “tão cretina”. Ela humilha Maria e faz um papel ridículo. Mais tarde se sente incomodada e com sentimento de culpa, o que interfere no seu estudo. Maria se sente ferida e estes sentimentos manifestam-se mais tarde, estragando seu encontro, pois não cosegue se divertir, o que intriga e desencoraja o rapaz. Daí em diante o relacionamento de Helen com Maria passa a ser bastante tenso.
Assertiva:
Ela fala do significado do colar e, gentil mas firmamente, diz que aquele pedido não pode ser atendido, pois a jóia é muito pessoal. Mais tarde ela se sente bem por ter sido sincera consigo mesma e Maria, reconhecendo a validade da resposta de Helen, faz grande sucesso com o rapaz, sendo também mais honesta e franca com ele.

“Fumando Maconha”
Pam é uma aluna do terceiro colegial, muito simpática, que tem se encontrado com um rapaz muito atraente do qual tem gostado muito. Numa noite ele a convida a participar de um bate-papo com outros dois casais, ambos casados.
Quando todos se reuniram na festa, Pam sentiu-se muito bem e gostou muito. Depois de uma hora mais ou menos, um dos homens casados pegou alguns cigarros de maconha e sugeriu que todos fumassem. Todos prontamente aceitaram, exceto Pam, que não queria experimentar maconha. Ela fica em conflito, porque o rapaz que ela admira está fumando maconha e, quando ele lhe oferece o cigarro, ela decide ser:
Não-Assertiva:
Aceita o cigarro, demonstrando já ter fumado maconha antes. Ela observa atentamente os outros para ver como eles fumam. No fundo, ela teme que eles lhe peçam para fumar mais. Os outros estão falando em “ficar muito doidos” e Pam está preocupada com o que o rapaz está pensando dela. Ela negou a si própria, não foi sincera com seu namorado, e sente remorso por ter entrado numa que não queria.
Agressiva:
Pam fica indignada quando lhe oferecem a maconha e explode com o rapaz por tê-la levado a uma festa de tipo tão “baixo”. Diz que prefere voltar logo para casa do que ficar com este tipo de gente. Quando as outras pessoas da festa lhe dizem que ela não precisa fumar, se não quiser, ela não se satisfaz e continua indignada. Seu amigo fica humilhado, sem jeito com seus amigos e desapontado com ela. Embora ele continue cordial com Pam quando a leva para casa, ele não mais a convidará para sair.
Assertiva:
Pam não aceita o cigarro, dizendo simplesmente: “Não, obrigada. Não estou com vontade”. Ela continua, explicando que nunca fumou antes e que não tem vontade de fazê-lo. Diz que preferiria que os outros não fumassem, mas reconhece o direito que eles têm de fazer suas próprias escolhas.

“A Gorducha”
O Sr. e Sra.B estão casados há nove anos e recentemente vêm tendo problemas conjugais, porque ele insiste em que ela está muito gorda e precisa emagrecer. Ele volta ao assunto constantemente, dizendo-lhe que ela não é mais a mesma mulher com quem se casou (que tinha 50 Kg.), que este excesso de peso lhe faz mal a saúde, que ela é um mau exemplo para as crianças, etc.
Além disso, ele a goza, dizendo que ela é bola, olha apaixonadamente para as moças magras, comentando sobre o quanto são atraentes, e faz referências à sua má aparência na frente dos amigos. Nos últimos três meses o Sr.B tem se comportado desta maneira e a Sra.B já está terrivelmente contrariada. Ela tem tentado perder peso nestes três meses, mas sem muito sucesso. Seguindo a onda de críticas do Sr.B, a Sra.B é:
Não-Assertiva:
Ela pede descupas por seu excesso de peso, às vezes se descupa sem convicção, outras simplesmente aceita calada as críticas do marido. Interiormente ela sente raiva do marido pela sua chateação e culpa-se pelo excesso de peso. Sua ansiedade torna mais difícil para ela perder peso, e a briga continua.
Agressiva:
A Sra.B faz frequentes comentários, dizendo que seu marido também não vale grande coisa. Ela menciona o fato de que à noite ele cai no sono no sofá, é um péssimo parceiro sexual e não lhe dá atenção suficiente.
Estas coisas não têm nada a ver com o problema, mas a Sra.B continua. Ela queixa-se de que ele a humilha na frente das crianças e amigos mais chegados e age como um “velho sem vergonha” pelo modo que olha as moças atraentes. Na sua raiva ela só consegue ferir o Sr.B e construir uma barreira entre eles, defendendo-se com o contra-ataque.
Assertiva:
A Sra.B procura o marido numa hora em que ele está sozinho e não será interrompido; então lhe diz que sente que ele está certo com relação à sua necessidade de perder peso, mas que não gosta da sua maneira de colocar o problema. Diz que está fazendo o melhor que pode e que está sendo duro perder peso e manter o regime. Ele compreende a ineficácia de ficar repisando o assunto e decidem trabalhar juntos num plano no qual ele vai reforçá-la sistematicamente por seus esforços em perder peso.

“O Menino do Vizinho”
O Sr. e Sra.E têm um filho de dois anos e uma filha de dois meses. Recentemente, por diversas noites, o filho do vizinho de 17 anos, tem ficado em seu carro, ao lado da casa, ouvindo som altíssimo. Ele começa exatamente na hora em que as duas criaças do casal E se recolhem para dormir, exatamente ao lado da casa onde o rapaz ouve as músicas. A música alta acorda as crianças toda noite e é impossível para os pais fazê-las dormir enquanto a música continua. O casal E está incomodado e decide ser:
Não-Assertivo:
O Sr. e Sra.E levam as crianças para seu quarto, do outro lado da casa, esperam até que a música cesse, por volta de 1 hora da madrugada, então transferem as crianças para o quarto delas. E vão dormir muito depois do horário de costume. Eles continuam a maldizer o rapaz em silêncio, e breve se desligam dos vizinhos.
Agressivo:
O casal E. chama a polícia e reclama que “um desses jovens selvagens” da casa ao lado está incomodando. Exigem que a polícia “faça seu papel” e pare com o barulho de uma vez. A polícia fala com o rapaz e com seus pais, que ficam muito chateados e com raiva pelo embaraço da visita da polícia. Eles reprovam o fato de o casal E ter chamado a polícia antes de conversar com eles e resolvem evitar qualquer relacionamento com eles.
Assertivo:
O casal vai à casa do rapaz e diz a ele que sua música está mantendo as crianças acordadas à noite. Procura, junto com o rapaz, encontrar uma solução para o caso, que não pertube o sono das crianças. O rapaz relutantemente concorda em abaixar o volume à noite, mas aprecia a atitude cooperativa do casal E. Todaos se sentem bem com os resultados.

“Já Passou dos Limites”
Marcos, de 28 anos, chega em casa e encontra um bilhete da mulher, dizendo que iniciou um processo de divórcio. Ele fica muito perturbado, principalmente porque ele não lhe disse cara a cara. Enquanto procura se controlar e compreender por que ela agiu daquela maneira, ele relê seu bilhete:
“Marcos, estamos casados há 3 anos e nunca, em nenhum momento, você me permitiu ser eu mesma e agir como um ser humano. Você sempre me disse o que fazer, sempre tomou todas as decisões. Você nunca aprenderá a mostrar carinho e afeição por ninguém. Tenho medo de ter filhos com receio de que eles possam ser tratados como eu sou. Aprendi a perder todo o respeito e admiração por você. Ontem à noite, quando você me bateu, foi o fim. Vou me divorciar de você.”
Marcos decide reagir a este bilhete sendo:
Não-Assertivo:
Sente-se completamente só, com remorso e com pena de si mesmo. Começa a bater e finalmente toma coragem suficiente para chamar sua mulher na casa dos pais dela. No telefone, implora perdão, pede a ela que volte e promete mudar.
Agressivo:
Marcos fica furioso com o comportamento de sua mulher e sai para procurá-la. Ele a agarra violentamente pelo braço e exige que ela volte para o lar ao qual ela pertence. Diz-lhe que ela é sua mulher e tem que fazer o que ele diz. Ela briga e resiste; seus pais intervêm e chamam a polícia.
Assertivo:
Marcos liga para a mulher e diz-lhe que percebe que foi tudo basicamente por culpa dele, mas que gostaria de mudar. Fala de sua boa vontade de marcar uma consulta com um psicólogo e espera que ela participe com ele.

FUNDAMENTOS PARA UM COMPORTAMENTO ASSERTIVO
“Tá bom”, você diz, “pode ser que eu não seja tão assertivo quanto gostaria de ser. Você não pode ensinar um cavalo velho a marchar. Esta é minha maneira de ser. Não posso mudá-la”.
Não concordamos. Milhares de pessoas têm descoberto que se tornar mais assertivo é um processo de aprendizagem e que é possível para elas mudarem. Muitas vezes um “cavalo velho” precisa de mais tempo para aprender, mas a recompensa é grande e o processo não é, de fato, tão difícil. Em primeiro lugar, como posso saber que realmente quero mudar? Existe algum perigo em potencial na asserção? E as pessoas significativas da minha vida; elas não farão objeção se eu, de repente, me tornar mais expressivo?. Este capítulo pretende fornecer uma fundamentação para o desenvolvimento autodirigido do comportamento assertivo.
PORQUE DEVO MUDAR?
“Sim, sou não-assertivo, e daí?” Bem, pense por exemplo, até que ponto você conhece as consequências deste comportamento? Já observou como você se dá com os outros? Frequentemente as pessoas tiram vantagem de você? Você evita certas situações sociais porque se sente muito ansioso? Já perdeu um emprego ou encontro por não ter conseguido conversar com alguém? Nunca isto lhe custou dinheiro, porque você “não podia” devolver à loja uma compra estragada? Já comprou alguma coisa que não queria, porque “não podia dizer não”? Já foi criticado por seu cônjuge ou por outras pessoas por indecisão?
Algumas destas consequências da não-assertividade forçosamente produzirão angústia, desapontamento e talvez auto-recriminação. Se você experimentou este tipo de sofrimento já tem motivação para mudar. Você está pronto para ir em frente e estamos certos de que os procedimentos apresentados aqui lhe serão de grande valor. Aprender a “lutar por seus direitos” não é uma panacéia, mas um grande passo para se libertar do peso de um comportamento de autonegação.
Muitas vezes é mais difícil a pessoa agressiva perceber que necessita de ajuda, pois está acostumada a controlar o ambiente para satisfazer suas necessidades. Se seu estilo é agressivo, é muito provável que suas relações atuais se tornem piores, a não ser que procure ajuda. Um relacionamento que não é saudável tende a se deteriorar e pode fazê-lo se sentir pior do que agora. Temos percebido que, em geral, a pessoa que se comporta agressivamente pode procurar mudar por sugestão de outros. Muitas vezes ela é movida pela sua própria frustração com a inadequação de seu comportamento.
Você sempre assume a liderança em relações sociais? É você, sempre, que tem que telefonar primeiro para seus amigos? Raras vezes as pessoas o introduzem espontaneamente numa discussão? Você é, invariavelmente, o “vencedor” nas discussões? Frequentemente você ralha com empregados por um serviço inadequado? Você dita as regras para seus subordinados no trabalho? Para seus familiares em casa? Você percebe as pessoas tentando evitá-lo? A alienação das pessoas que lhe são próximas é o preço que você paga para que as coisas caminhem do jeito que você quer? A assertividade pode atingir os mesmos resultados com muito menos feridos no relacionamento.
Um exemplo que demonstra de maneira interessante tanto repostas não-assertivas quanto agressivas à ansiedade é o caso de Karen, que estava tendo ataques de raiva dirigidos contra o homem com quem ela planejava se casar. Sua ansiedade era causada pela falta de consideração dele; chegava muito tarde aos encontros, só lhe avisava dos compromissos a que ele queria ir com ela na última hora, e outras faltas de cortesia. Karen não era assertiva com seus direitos de exigir a cortesia devida, até que sua raiva cresceu a um nível irracional e então ela explodiu com ele. Assim que ela tomou consciência de que a situação pioraria depois do casamento, e do que significaria estar casada vivendo este tipo de relacionamento, e da possibilidade de seu casamento terminar em divórcio, Karen concordou com um treinamento assertivo. Infelizmente muitas mulheres atravessam todo o seu casamento “sob o domínio” do marido, porque sentem que é o “seu lugar” no casamento.

OS SEUS DIREITOS
Ao sugerirmos asserção para as pessoas, enfatizamos o fato de que ninguém tem o direito de aproveitar de outro simplesmente por uma questão de se tratar de seres humanos. Por exemplo, um empregador não pode desrespeitar os direitos de cortesia e respeito que o empregado merece como ser humano. Um médico não tem o direito de ser descortês ou injusto ao lidar com um paciente ou enfermeira. Um advogado não deve sentir que tem o direito de “falar de cima” com o operário. Cada pessoa tem o direito inalienável de expressar-se, mesmo que “só tenha o primário” ou “esteja no caminho errado” ou seja “apenas uma auxiliar de escritório”. Todas as pessoas são, de fato, criadas iguais num plano humano e cada uma merece o privilégio de expressar seus direitos inatos. Há muito a ganhar da vida sendo-se livre e capaz de lutar por si mesmo e garantir os mesmos direitos para os outros. Sendo assertiva, a pessoa está aprendendo a dar e receber em igualdade com os outros e estar mais a serviço de si e dos outros.
Outra faceta que motiva muitos a se tornarem assertivos é a maneira como certos problemas somáticos se reduzem à medida que a asserção progride. Queixas como dores de cabeça, asma, problemas gástricos, fadiga geral, freqüentemente desaparecem. A redução na ansiedade e culpa que é experimentada por pessoas não-assertivas e agressivas, quando aprendem a ser assertivas, resulta freqüentemente na eliminação destes sintomas físicos.
Esta é a hora para compreender que você não está sozinho, que outros já enfrentaram desafios e situações semelhantes e mudaram para melhor.
A esperança e coragem necessárias para iniciar o treinamento pode ser conseguida estudando as descrições dos casos para aprender como outros ultrapassaram dificuldades similares com êxito. Você poderá se identificar com casos que citamos anteriormente e que continuaremos a descrever.
Uma implicação da asserção está sempre presente em indivíduos não-assertivos: comportamento auto-negativo sutilmente reforça outro comportamento mau ou indesejável. Dois exemplos deixam isso claro:

Diana, uma mulher casada de 35 anos, tinha um marido que desejava ter relações sexuais toda noite. Às vezes ela estava francamente cansada das atividades do dia como dona de casa e mãe de três filhos e não queria ter relações. Contudo, quando Diana recusava, seu marido reclamava e ficava magoado, insistindo até que ela “sentia pena dele” e cedia. Esses fatos se repetiam com tanta frequência em seu relacionamento que se tornaram habituais, e quanto mais Diana negava, mais ele insistia até que ela cedesse. Naturalmente, fazendo isso, ela reforçava o comportamento dele, sem contar o valor do reforço da gratificação sexual dele.

Outro exemplo é de uma estudante universitária, Wendy, de 20 anos, que embora fosse independente financeiramente, era do tipo “hippie” e vivia fora do campus em moradia barata com um rapaz e uma moça. Vivendo juntos eles dividiam as despesas e economizavam muito dinheiro. Wendy e seus amigos tinham a reputação de ser “rebeldes”. Rumores sobre o comportamento deles e suas condições de vida chegaram a seus pais, que a submeteram a longa preleção sobre a nova geração, respeito à autoridade, a saúde de sua mãe, ser vulgar, e assim por diante. Isso aconteceu várias vezes e a cada vez Wendy perturbava-se eventualmente e perguntava o que podia fazer para conciliar as coisas, e então cedia a algumas exigências deles. Assim, novamente vemos como Wendy reforçava o comportamento indesejável de seus pais, perturbando-se ou cedendo, quer dizer, ela lhes ensinava como fazer preleções a ela.
Embora possa ser mais difícil para o indivíduo geralmente agressivo admitir as consequências de seus atos, ele geralmente reconhece a reação dos outros quando os direitos deles são desrespeitados. Ele reage internamente com reconhecimento e pesar quando confrontado com a alienação que seu comportamento provoca. Se você procura ajuda, você consegue admitir para si mesmo sua preocupação e sentimento de culpa pelo mal que causou aos outros e pode reconhecer que você simplesmente não sabe como atingir seus objetivos de maneira não-agressiva. Neste ponto você é um excelente candidato para o treinamento assertivo.
Um indivíduo desse tipo foi colocado num grupo de terapia. Depois de um tempo considerável ouvindo Jerry, que monopolizava totalmente o grupo, vários membros o questionaram duramente. Embora fosse um homem forte e turbulento, Jerry logo reagiu a essa resposta, atenciosa porém questionadora que lhe foi transmitida pelo grupo, com uma crise de choro. Ele contou que seu jeito de valentão era apenas um disfarce que o protegia da intimidade das pessoas. Esta intimidade lhe era ameaçadora. Ele se sentia um desajustado e usava a máscara do “machão” para manter os outros à distância. O grupo respondeu à necessidade que Jerry tinha de ser estimado e o ajudou a elaborar respostas adequadamente assertivas que substituíssem seu comportamento provocativo e belicoso.
UMA ADVERTÊNCIA ANTES QUE VOCÊ COMECE
Desde que você está bem motivado e pronto a começar a ser assertivo, você deve primeiramente assegurar-se de que compreende perfeitamente os princípios básicos da asserção. Entender a diferença entre comportamento assertivo e agressivo é importante para seu sucesso. Em segundo lugar, você deve decidir se está pronto para começar a treinar o comportamento auto-assertivo sozinho. Geralmente as pessoas situacionalmente não-assertivas ou situacionalmente agressiva são capazes de começar a asserção com êxito. Para os indivíduos geralmente não-assertivos e geralmente agressivos, contudo, maior prudência é necessária; e recomendamos uma prática e trabalho lento e cuidadoso com outra pessoa, de preferência um terapeuta treinado, como facilitador.
Em terceiro lugar, suas tentativas devem ser escolhidas por ser potencialmente promissoras, para lhe dar o devido reforço. Este ponto, naturalmente, é importante para todos os assertivos iniciantes, mas especialmente para os geralmente não-assertivos e os geralmente agressivos. Quanto maior êxito você obtiver no início, maior a probabilidade de que esse êxito continue durante o treinamento.
Inicialmente, comece com pequenas asserções que tenham possibilidade de ser compensadoras, e então prossiga com algumas mais difíceis. Você pode desejar explorar cada passo com um amigo ou facilitador treinado até que você seja capaz de controlar totalmente a maioria das situações. Você deve proceder com cuidado quando tomar sozinho a iniciativa de tentar uma asserção difícil sem preparação especial. E tome muito cuidado para não tentar uma asserção que possa lhe acarretar um fracasso total. Isso poderá inibir suas tentativas futuras.
Se você sofrer um revés, o que pode muito bem ocorrer, pare a fim de analisar cuidadosamente a situação e tornar a ganhar autoconfiança, obtendo ajuda de um facilitador, se necessário. Especialmente nos primeiros estágios da asserção, é comum cometer erros por não usar adequadamente a técnica ou por excesso de entusiasmo, chegando ao ponto da agressão. Qualquer desvio desses pode causar respostas negativas, particularmente se a outra pessoa, “o receptor”, tornar-se hostil e muito agressivo. Não deixe esta ocorrência desanima-lo. Considere novamente seu objetivo e lembre-se que, embora a asserção bem sucedida exija treino, suas compensações são grandes.
Em quarto lugar, pondere seu relacionamento com as pessoas próximas de você. De modo típico, padrões de comportamento não-assertivo ou agressivo têm sido exercidos por um indivíduo por um longo tempo. O indivíduo não-assertivo terá estabelecido padrões de interação com aqueles que estão significativamente próximos a ele, como família, cônjuge, amigos. Assim também acontece com o indivíduo agressivo. Uma mudança nessas relações já estabelecidas pode causar bastante transtorno aos outros envolvidos. De um modo geral, os pais são freqüentemente alvo de comportamento assertivo especialmente no fim da adolescência ou aos vinte e poucos anos, quando os filhos lutam pela independência.
Naturalmente, algumas pessoas cedem aos desejos e ordens dos pais a vida toda (porque é “certo” respeitar os mais velhos, especialmente os pais que se sacrificaram tanto por você, etc.) Muitos pais acreditam piamente nisso e ficam muito desconcertados quando seu filho “se rebela” assertivamente. Por outro lado, pais que pautaram sua vida em resposta a um filho agressivo podem também ficar confusos quando perceberem que o comportamento dele está se tornando assertivo, embora há muito desejassem esta mudança. Consequentemente, pode ser útil pedir a um facilitador que intervenha e converse com os pais para prepará-los para estas modificações. Esta intervenção pode freqüentemente evitar que essas reações se exasperem e provoquem relações profundamente tensas entre pais e filhos.
Relacionamentos conjugais que têm se mantido há anos baseados nas ações não-assertivas ou agressivas de um cônjuge são igualmente propensos a ficar “de pernas para o ar” quando a asserção começa. Se o cônjuge não está preparado e disposto a mudar um pouco também, há uma forte possibilidade de rompimento entre o casal. A cooperação do cônjuge conseguida através de algumas reuniões com o facilitador pode ajudar imensamente a mudança de comportamento. Espera-se que um treinamento assertivo para um esposo fortaleça as relações conjugais. Contudo há um perigo potencial de comportamento de um dos parceiros e deve-se estar atento para agir com plena consciência dessas eventuais consequências. Uma conversa franca com os pais ou cônjuge é firmemente recomendada.
Texto extraído do livro:
ALBERTI & EMMONS Comportamento Assertivo: um guia de auto-expressão. Belo Horizonte: Interlivros, 1978.
2004 – Copyright CEMP – Centro de Estudos em Psicologia
Todos os Direitos Reservados
Se você passa pela vida cheio de inibições, cedendo à vontade alheia, guardando seus desejos dentro de si, ou, ao contrário, destruindo os outros a fim de atingir seus próprios objetivos seu sentimento de autovalor estará baixo. Nosso sistema de vida ocidental muitas vezes cultiva maneiras conflitivas de comportamento em várias áreas de relacionamento interpessoal, havendo uma nítida contradição entre comportamentos “recomendados” e comportamentos “reforçados”. As instituições da sociedade têm ensinado com tanto empenho a inibir a expressão dos direitos razoáveis de uma pessoa que esta pode se sentir culpada por haver se afirmado.
Cada pessoa tem o direito de ser e de expressar a si mesma, e sentir-se bem (sem culpas) por fazer isso, desde que não fira seus semelhantes no processo. O comportamento que torna a pessoa capaz de agir em seus próprios interesses, a se afirmar sem ansiedade indevida, a expressar sentimentos sinceros sem constrangimento, ou a exercitar seus próprios direitos sem negar os alheios, é denominado de comportamento assertivo.
A pessoa não-assertiva tende a pensar na resposta apropriada depois que a oportunidade passou. A pessoa agressiva pode responder muito vigorosamente, causando uma forte impressão negativa e mais tarde arrepender-se disso. É nosso propósito neste texto, orienta-lo para que obtenha um repertório de comportamento assertivo mais adequado para que escolha respostas apropriadas e satisfatórias em várias situações.
Pesquisas demonstraram que o aprendizado de respostas assertivas inibirá ou enfraquecerá a ansiedade previamente experimentada em relações interpessoais específicas. Quando a pessoa se torna capaz de afirmar-se e fazer coisas por iniciativa própria, ela reduz apreciavelmente sua ansiedade ou tensão anteriores em situações críticas e aumenta seu senso de valor como pessoa. Este mesmo senso de valor está geralmente ausente na pessoa agressiva, cuja agressividade pode mascarar sentimentos de culpa e de insegurança. Desta forma, podemos caracterizar três tipos de comportamento interpessoal:

O EMISSOR
NÃO-ASSERTIVO
- Nega a si próprio
- Fica inibido
- Permite que outros escolham
- Não atinge os objetivos
- Fica magoado e ansioso
ASSERTIVO
- Valoriza-se
- Expressa-se
- Escolhe por si para ele mesmo
- Atinge os objetivos desejados
- Sente-se bem consigo mesmo
AGRESSIVO
- Valoriza-se às custas dos dos outros
- Expressa-se
- Escolhe para os outros
- Pode atingir os objetivos ferindo os outros
- Deprecia os outros
O RECEPTOR
NÃO-ASSERTIVO
- Sente culpa ou raiva
- Sente-se ferido, humilhado e na defensiva
- Não atinge os objetivos desejados
ASSERTIVO
- Valoriza-se
- Expressa-se
- Pode atingir os objetivos desejados
AGRESSIVO
- Repudia-se
- Deprecia o emissor
- Atinge os objetivos às custas do emissor
O comportamento agressivo resulta comumente num “rebaixar” o receptor. Seus direitos foram negados e ele se sente ferido, humilhado e na defensiva. Embora a pessoa agressiva possa atingir seus objetivos, ela pode também gerar ódio e frustração que poderá receber mais tarde como vingança.
Por outro lado, um comportamento assertivo apropriado na mesma situação aumentaria a auto-apreciação do emissor e uma expressão honesta de seus sentimentos. Geralmente ele atingirá seus objetivos, tendo escolhido por si mesmo como agir. Um sentimento positivo a respeito de si mesmo acompanha uma resposta assertiva.
Do mesmo modo, quando as consequências destes três comportamentos contrastantes são vistas da perspectiva de uma pessoa “sobre a qual” eles são emitidos (ou seja, o indivíduo ao qual o comportamento é dirigido), surge um padrão paralelo. O comportamento não-assertivo produz freqüentemente sentimentos que vão de simpatia a um franco desprezo pelo emissor. Também a pessoa que recebe a ação (receptor) pode sentir culpa ou raiva ao atingir seus próprios objetivos às custas do emissor. Pelo contrário, uma transação envolvendo asserção aumenta os sentimentos de autovalorização e permite expressão total de si mesmo. Além disso, enquanto o emissor atinge seus objetivos, os objetivos do indivíduo ao qual o comportamento é dirigido também podem ser atingidos.
Em suma, é claro então que no comportamento não-assertivo o emissor se prejudica pela própria autodesvalorização; e no comportamento agressivo o receptor é prejudicado. No caso da asserção, nenhuma pessoa é prejudicada e, a menos que os objetivos desejados sejam totalmente conflitantes, ambos podem sair-se bem.
EXEMPLOS DE CASOS

“Jantando Fora”
O Sr. e a Sra.A estão num restaurante de preços moderados. O Sr.A pediu um bife especial, mas quando foi servido percebeu que estava muito bem passado, ao contrário do que ele havia pedido. Seu comportamento é:
Não-Assertivo:
O Sr.A resmunga para a mulher a respeito do bife “queimado” e diz que não volta mais neste restaurante. Ele não diz nada ao garçom e responde “tudo legal” à sua pergunta “está tudo bem?”. A sua noite e seu jantar são altamente insatisfatórios e ele se sente culpado por não ter tomado uma atitude. A auto-estima do Sr.A e a admiração da Sra.A por ele são diminuídas pela experiência.
Agressivo:
O Sr. A chama o garçom à mesa e é injusto e grosseiro com ele por não ter atendido bem. A sua atitude ridiculariza o garçom e constrange a Sra.A. Ele pede e recebe outro bife mais de acordo com o que queria. Ele se sente controlando a situação, mas o embaraço da Sra.A cria atrito entre eles e estraga a noite. O garçom fica humilhado, zangado e sem jeito o resto da noite.
Assertivo:
O Sr.A chama o garçom à sua mesa, lembra-lhe que pediu um bife especial, mostra-lhe o bife bem passado, pede-lhe educada mas firmemente que o troque por um mal passado como ele havia pedido. O garçom pede desculpa pelo erro e rapidamente o atende. O casal aprecia o jantar e o Sr.A se sente satisfeito consigo mesmo. O garçom se sente feliz com o freguês satisfeito e o serviço adequado.

“Emprestando Alguma Coisa”
Helen é uma universitária atraente e excelente estudante, amada pelos professores e colegas. Ela mora numa república com seis moças, dividindo seu quarto com duas. Todas as moças namoram regularmente. Uma noite, enquanto as colegas de quarto de Helen se preparavam para encontrar os namorados (Helen planeja uma noite tranqüila elaborando um trabalho escolar), Maria diz que vai sair com um cara muito legal e espera dar uma boa impressão. Ela pergunta a Helen se pode usar um colar novo que Helen acabou de ganhar de seu irmão. Helen e seu irmão são muito amigos e o colar significa muito para ela. Sua resposta é:
Não-Assertiva:
Ela “engole em seco” seu medo do colar ser perdido ou danificado, e seu sentimento de que seu significado especial o tornava muito importante para ser emprestado e diz:”Claro”.
Ela se desvaloriza, reforça Maria por fazer um pedido excessivo e se preocupa toda a noite (o que traz pouca contribuição para o trabalho escolar).
Agressiva:
Helen mostra indignação pelo pedido da amiga, diz-lhe “absolutamente não” e começa a censurá-la severamente por atrever-se a fazer uma pergunta “tão cretina”. Ela humilha Maria e faz um papel ridículo. Mais tarde se sente incomodada e com sentimento de culpa, o que interfere no seu estudo. Maria se sente ferida e estes sentimentos manifestam-se mais tarde, estragando seu encontro, pois não cosegue se divertir, o que intriga e desencoraja o rapaz. Daí em diante o relacionamento de Helen com Maria passa a ser bastante tenso.
Assertiva:
Ela fala do significado do colar e, gentil mas firmamente, diz que aquele pedido não pode ser atendido, pois a jóia é muito pessoal. Mais tarde ela se sente bem por ter sido sincera consigo mesma e Maria, reconhecendo a validade da resposta de Helen, faz grande sucesso com o rapaz, sendo também mais honesta e franca com ele.

“Fumando Maconha”
Pam é uma aluna do terceiro colegial, muito simpática, que tem se encontrado com um rapaz muito atraente do qual tem gostado muito. Numa noite ele a convida a participar de um bate-papo com outros dois casais, ambos casados.
Quando todos se reuniram na festa, Pam sentiu-se muito bem e gostou muito. Depois de uma hora mais ou menos, um dos homens casados pegou alguns cigarros de maconha e sugeriu que todos fumassem. Todos prontamente aceitaram, exceto Pam, que não queria experimentar maconha. Ela fica em conflito, porque o rapaz que ela admira está fumando maconha e, quando ele lhe oferece o cigarro, ela decide ser:
Não-Assertiva:
Aceita o cigarro, demonstrando já ter fumado maconha antes. Ela observa atentamente os outros para ver como eles fumam. No fundo, ela teme que eles lhe peçam para fumar mais. Os outros estão falando em “ficar muito doidos” e Pam está preocupada com o que o rapaz está pensando dela. Ela negou a si própria, não foi sincera com seu namorado, e sente remorso por ter entrado numa que não queria.
Agressiva:
Pam fica indignada quando lhe oferecem a maconha e explode com o rapaz por tê-la levado a uma festa de tipo tão “baixo”. Diz que prefere voltar logo para casa do que ficar com este tipo de gente. Quando as outras pessoas da festa lhe dizem que ela não precisa fumar, se não quiser, ela não se satisfaz e continua indignada. Seu amigo fica humilhado, sem jeito com seus amigos e desapontado com ela. Embora ele continue cordial com Pam quando a leva para casa, ele não mais a convidará para sair.
Assertiva:
Pam não aceita o cigarro, dizendo simplesmente: “Não, obrigada. Não estou com vontade”. Ela continua, explicando que nunca fumou antes e que não tem vontade de fazê-lo. Diz que preferiria que os outros não fumassem, mas reconhece o direito que eles têm de fazer suas próprias escolhas.

“A Gorducha”
O Sr. e Sra.B estão casados há nove anos e recentemente vêm tendo problemas conjugais, porque ele insiste em que ela está muito gorda e precisa emagrecer. Ele volta ao assunto constantemente, dizendo-lhe que ela não é mais a mesma mulher com quem se casou (que tinha 50 Kg.), que este excesso de peso lhe faz mal a saúde, que ela é um mau exemplo para as crianças, etc.
Além disso, ele a goza, dizendo que ela é bola, olha apaixonadamente para as moças magras, comentando sobre o quanto são atraentes, e faz referências à sua má aparência na frente dos amigos. Nos últimos três meses o Sr.B tem se comportado desta maneira e a Sra.B já está terrivelmente contrariada. Ela tem tentado perder peso nestes três meses, mas sem muito sucesso. Seguindo a onda de críticas do Sr.B, a Sra.B é:
Não-Assertiva:
Ela pede descupas por seu excesso de peso, às vezes se descupa sem convicção, outras simplesmente aceita calada as críticas do marido. Interiormente ela sente raiva do marido pela sua chateação e culpa-se pelo excesso de peso. Sua ansiedade torna mais difícil para ela perder peso, e a briga continua.
Agressiva:
A Sra.B faz frequentes comentários, dizendo que seu marido também não vale grande coisa. Ela menciona o fato de que à noite ele cai no sono no sofá, é um péssimo parceiro sexual e não lhe dá atenção suficiente.
Estas coisas não têm nada a ver com o problema, mas a Sra.B continua. Ela queixa-se de que ele a humilha na frente das crianças e amigos mais chegados e age como um “velho sem vergonha” pelo modo que olha as moças atraentes. Na sua raiva ela só consegue ferir o Sr.B e construir uma barreira entre eles, defendendo-se com o contra-ataque.
Assertiva:
A Sra.B procura o marido numa hora em que ele está sozinho e não será interrompido; então lhe diz que sente que ele está certo com relação à sua necessidade de perder peso, mas que não gosta da sua maneira de colocar o problema. Diz que está fazendo o melhor que pode e que está sendo duro perder peso e manter o regime. Ele compreende a ineficácia de ficar repisando o assunto e decidem trabalhar juntos num plano no qual ele vai reforçá-la sistematicamente por seus esforços em perder peso.

“O Menino do Vizinho”
O Sr. e Sra.E têm um filho de dois anos e uma filha de dois meses. Recentemente, por diversas noites, o filho do vizinho de 17 anos, tem ficado em seu carro, ao lado da casa, ouvindo som altíssimo. Ele começa exatamente na hora em que as duas criaças do casal E se recolhem para dormir, exatamente ao lado da casa onde o rapaz ouve as músicas. A música alta acorda as crianças toda noite e é impossível para os pais fazê-las dormir enquanto a música continua. O casal E está incomodado e decide ser:
Não-Assertivo:
O Sr. e Sra.E levam as crianças para seu quarto, do outro lado da casa, esperam até que a música cesse, por volta de 1 hora da madrugada, então transferem as crianças para o quarto delas. E vão dormir muito depois do horário de costume. Eles continuam a maldizer o rapaz em silêncio, e breve se desligam dos vizinhos.
Agressivo:
O casal E. chama a polícia e reclama que “um desses jovens selvagens” da casa ao lado está incomodando. Exigem que a polícia “faça seu papel” e pare com o barulho de uma vez. A polícia fala com o rapaz e com seus pais, que ficam muito chateados e com raiva pelo embaraço da visita da polícia. Eles reprovam o fato de o casal E ter chamado a polícia antes de conversar com eles e resolvem evitar qualquer relacionamento com eles.
Assertivo:
O casal vai à casa do rapaz e diz a ele que sua música está mantendo as crianças acordadas à noite. Procura, junto com o rapaz, encontrar uma solução para o caso, que não pertube o sono das crianças. O rapaz relutantemente concorda em abaixar o volume à noite, mas aprecia a atitude cooperativa do casal E. Todaos se sentem bem com os resultados.

“Já Passou dos Limites”
Marcos, de 28 anos, chega em casa e encontra um bilhete da mulher, dizendo que iniciou um processo de divórcio. Ele fica muito perturbado, principalmente porque ele não lhe disse cara a cara. Enquanto procura se controlar e compreender por que ela agiu daquela maneira, ele relê seu bilhete:
“Marcos, estamos casados há 3 anos e nunca, em nenhum momento, você me permitiu ser eu mesma e agir como um ser humano. Você sempre me disse o que fazer, sempre tomou todas as decisões. Você nunca aprenderá a mostrar carinho e afeição por ninguém. Tenho medo de ter filhos com receio de que eles possam ser tratados como eu sou. Aprendi a perder todo o respeito e admiração por você. Ontem à noite, quando você me bateu, foi o fim. Vou me divorciar de você.”
Marcos decide reagir a este bilhete sendo:
Não-Assertivo:
Sente-se completamente só, com remorso e com pena de si mesmo. Começa a bater e finalmente toma coragem suficiente para chamar sua mulher na casa dos pais dela. No telefone, implora perdão, pede a ela que volte e promete mudar.
Agressivo:
Marcos fica furioso com o comportamento de sua mulher e sai para procurá-la. Ele a agarra violentamente pelo braço e exige que ela volte para o lar ao qual ela pertence. Diz-lhe que ela é sua mulher e tem que fazer o que ele diz. Ela briga e resiste; seus pais intervêm e chamam a polícia.
Assertivo:
Marcos liga para a mulher e diz-lhe que percebe que foi tudo basicamente por culpa dele, mas que gostaria de mudar. Fala de sua boa vontade de marcar uma consulta com um psicólogo e espera que ela participe com ele.

FUNDAMENTOS PARA UM COMPORTAMENTO ASSERTIVO
“Tá bom”, você diz, “pode ser que eu não seja tão assertivo quanto gostaria de ser. Você não pode ensinar um cavalo velho a marchar. Esta é minha maneira de ser. Não posso mudá-la”.
Não concordamos. Milhares de pessoas têm descoberto que se tornar mais assertivo é um processo de aprendizagem e que é possível para elas mudarem. Muitas vezes um “cavalo velho” precisa de mais tempo para aprender, mas a recompensa é grande e o processo não é, de fato, tão difícil. Em primeiro lugar, como posso saber que realmente quero mudar? Existe algum perigo em potencial na asserção? E as pessoas significativas da minha vida; elas não farão objeção se eu, de repente, me tornar mais expressivo?. Este capítulo pretende fornecer uma fundamentação para o desenvolvimento autodirigido do comportamento assertivo.
PORQUE DEVO MUDAR?
“Sim, sou não-assertivo, e daí?” Bem, pense por exemplo, até que ponto você conhece as consequências deste comportamento? Já observou como você se dá com os outros? Frequentemente as pessoas tiram vantagem de você? Você evita certas situações sociais porque se sente muito ansioso? Já perdeu um emprego ou encontro por não ter conseguido conversar com alguém? Nunca isto lhe custou dinheiro, porque você “não podia” devolver à loja uma compra estragada? Já comprou alguma coisa que não queria, porque “não podia dizer não”? Já foi criticado por seu cônjuge ou por outras pessoas por indecisão?
Algumas destas consequências da não-assertividade forçosamente produzirão angústia, desapontamento e talvez auto-recriminação. Se você experimentou este tipo de sofrimento já tem motivação para mudar. Você está pronto para ir em frente e estamos certos de que os procedimentos apresentados aqui lhe serão de grande valor. Aprender a “lutar por seus direitos” não é uma panacéia, mas um grande passo para se libertar do peso de um comportamento de autonegação.
Muitas vezes é mais difícil a pessoa agressiva perceber que necessita de ajuda, pois está acostumada a controlar o ambiente para satisfazer suas necessidades. Se seu estilo é agressivo, é muito provável que suas relações atuais se tornem piores, a não ser que procure ajuda. Um relacionamento que não é saudável tende a se deteriorar e pode fazê-lo se sentir pior do que agora. Temos percebido que, em geral, a pessoa que se comporta agressivamente pode procurar mudar por sugestão de outros. Muitas vezes ela é movida pela sua própria frustração com a inadequação de seu comportamento.
Você sempre assume a liderança em relações sociais? É você, sempre, que tem que telefonar primeiro para seus amigos? Raras vezes as pessoas o introduzem espontaneamente numa discussão? Você é, invariavelmente, o “vencedor” nas discussões? Frequentemente você ralha com empregados por um serviço inadequado? Você dita as regras para seus subordinados no trabalho? Para seus familiares em casa? Você percebe as pessoas tentando evitá-lo? A alienação das pessoas que lhe são próximas é o preço que você paga para que as coisas caminhem do jeito que você quer? A assertividade pode atingir os mesmos resultados com muito menos feridos no relacionamento.
Um exemplo que demonstra de maneira interessante tanto repostas não-assertivas quanto agressivas à ansiedade é o caso de Karen, que estava tendo ataques de raiva dirigidos contra o homem com quem ela planejava se casar. Sua ansiedade era causada pela falta de consideração dele; chegava muito tarde aos encontros, só lhe avisava dos compromissos a que ele queria ir com ela na última hora, e outras faltas de cortesia. Karen não era assertiva com seus direitos de exigir a cortesia devida, até que sua raiva cresceu a um nível irracional e então ela explodiu com ele. Assim que ela tomou consciência de que a situação pioraria depois do casamento, e do que significaria estar casada vivendo este tipo de relacionamento, e da possibilidade de seu casamento terminar em divórcio, Karen concordou com um treinamento assertivo. Infelizmente muitas mulheres atravessam todo o seu casamento “sob o domínio” do marido, porque sentem que é o “seu lugar” no casamento.

OS SEUS DIREITOS
Ao sugerirmos asserção para as pessoas, enfatizamos o fato de que ninguém tem o direito de aproveitar de outro simplesmente por uma questão de se tratar de seres humanos. Por exemplo, um empregador não pode desrespeitar os direitos de cortesia e respeito que o empregado merece como ser humano. Um médico não tem o direito de ser descortês ou injusto ao lidar com um paciente ou enfermeira. Um advogado não deve sentir que tem o direito de “falar de cima” com o operário. Cada pessoa tem o direito inalienável de expressar-se, mesmo que “só tenha o primário” ou “esteja no caminho errado” ou seja “apenas uma auxiliar de escritório”. Todas as pessoas são, de fato, criadas iguais num plano humano e cada uma merece o privilégio de expressar seus direitos inatos. Há muito a ganhar da vida sendo-se livre e capaz de lutar por si mesmo e garantir os mesmos direitos para os outros. Sendo assertiva, a pessoa está aprendendo a dar e receber em igualdade com os outros e estar mais a serviço de si e dos outros.
Outra faceta que motiva muitos a se tornarem assertivos é a maneira como certos problemas somáticos se reduzem à medida que a asserção progride. Queixas como dores de cabeça, asma, problemas gástricos, fadiga geral, freqüentemente desaparecem. A redução na ansiedade e culpa que é experimentada por pessoas não-assertivas e agressivas, quando aprendem a ser assertivas, resulta freqüentemente na eliminação destes sintomas físicos.
Esta é a hora para compreender que você não está sozinho, que outros já enfrentaram desafios e situações semelhantes e mudaram para melhor.
A esperança e coragem necessárias para iniciar o treinamento pode ser conseguida estudando as descrições dos casos para aprender como outros ultrapassaram dificuldades similares com êxito. Você poderá se identificar com casos que citamos anteriormente e que continuaremos a descrever.
Uma implicação da asserção está sempre presente em indivíduos não-assertivos: comportamento auto-negativo sutilmente reforça outro comportamento mau ou indesejável. Dois exemplos deixam isso claro:

Diana, uma mulher casada de 35 anos, tinha um marido que desejava ter relações sexuais toda noite. Às vezes ela estava francamente cansada das atividades do dia como dona de casa e mãe de três filhos e não queria ter relações. Contudo, quando Diana recusava, seu marido reclamava e ficava magoado, insistindo até que ela “sentia pena dele” e cedia. Esses fatos se repetiam com tanta frequência em seu relacionamento que se tornaram habituais, e quanto mais Diana negava, mais ele insistia até que ela cedesse. Naturalmente, fazendo isso, ela reforçava o comportamento dele, sem contar o valor do reforço da gratificação sexual dele.

Outro exemplo é de uma estudante universitária, Wendy, de 20 anos, que embora fosse independente financeiramente, era do tipo “hippie” e vivia fora do campus em moradia barata com um rapaz e uma moça. Vivendo juntos eles dividiam as despesas e economizavam muito dinheiro. Wendy e seus amigos tinham a reputação de ser “rebeldes”. Rumores sobre o comportamento deles e suas condições de vida chegaram a seus pais, que a submeteram a longa preleção sobre a nova geração, respeito à autoridade, a saúde de sua mãe, ser vulgar, e assim por diante. Isso aconteceu várias vezes e a cada vez Wendy perturbava-se eventualmente e perguntava o que podia fazer para conciliar as coisas, e então cedia a algumas exigências deles. Assim, novamente vemos como Wendy reforçava o comportamento indesejável de seus pais, perturbando-se ou cedendo, quer dizer, ela lhes ensinava como fazer preleções a ela.
Embora possa ser mais difícil para o indivíduo geralmente agressivo admitir as consequências de seus atos, ele geralmente reconhece a reação dos outros quando os direitos deles são desrespeitados. Ele reage internamente com reconhecimento e pesar quando confrontado com a alienação que seu comportamento provoca. Se você procura ajuda, você consegue admitir para si mesmo sua preocupação e sentimento de culpa pelo mal que causou aos outros e pode reconhecer que você simplesmente não sabe como atingir seus objetivos de maneira não-agressiva. Neste ponto você é um excelente candidato para o treinamento assertivo.
Um indivíduo desse tipo foi colocado num grupo de terapia. Depois de um tempo considerável ouvindo Jerry, que monopolizava totalmente o grupo, vários membros o questionaram duramente. Embora fosse um homem forte e turbulento, Jerry logo reagiu a essa resposta, atenciosa porém questionadora que lhe foi transmitida pelo grupo, com uma crise de choro. Ele contou que seu jeito de valentão era apenas um disfarce que o protegia da intimidade das pessoas. Esta intimidade lhe era ameaçadora. Ele se sentia um desajustado e usava a máscara do “machão” para manter os outros à distância. O grupo respondeu à necessidade que Jerry tinha de ser estimado e o ajudou a elaborar respostas adequadamente assertivas que substituíssem seu comportamento provocativo e belicoso.
UMA ADVERTÊNCIA ANTES QUE VOCÊ COMECE
Desde que você está bem motivado e pronto a começar a ser assertivo, você deve primeiramente assegurar-se de que compreende perfeitamente os princípios básicos da asserção. Entender a diferença entre comportamento assertivo e agressivo é importante para seu sucesso. Em segundo lugar, você deve decidir se está pronto para começar a treinar o comportamento auto-assertivo sozinho. Geralmente as pessoas situacionalmente não-assertivas ou situacionalmente agressiva são capazes de começar a asserção com êxito. Para os indivíduos geralmente não-assertivos e geralmente agressivos, contudo, maior prudência é necessária; e recomendamos uma prática e trabalho lento e cuidadoso com outra pessoa, de preferência um terapeuta treinado, como facilitador.
Em terceiro lugar, suas tentativas devem ser escolhidas por ser potencialmente promissoras, para lhe dar o devido reforço. Este ponto, naturalmente, é importante para todos os assertivos iniciantes, mas especialmente para os geralmente não-assertivos e os geralmente agressivos. Quanto maior êxito você obtiver no início, maior a probabilidade de que esse êxito continue durante o treinamento.
Inicialmente, comece com pequenas asserções que tenham possibilidade de ser compensadoras, e então prossiga com algumas mais difíceis. Você pode desejar explorar cada passo com um amigo ou facilitador treinado até que você seja capaz de controlar totalmente a maioria das situações. Você deve proceder com cuidado quando tomar sozinho a iniciativa de tentar uma asserção difícil sem preparação especial. E tome muito cuidado para não tentar uma asserção que possa lhe acarretar um fracasso total. Isso poderá inibir suas tentativas futuras.
Se você sofrer um revés, o que pode muito bem ocorrer, pare a fim de analisar cuidadosamente a situação e tornar a ganhar autoconfiança, obtendo ajuda de um facilitador, se necessário. Especialmente nos primeiros estágios da asserção, é comum cometer erros por não usar adequadamente a técnica ou por excesso de entusiasmo, chegando ao ponto da agressão. Qualquer desvio desses pode causar respostas negativas, particularmente se a outra pessoa, “o receptor”, tornar-se hostil e muito agressivo. Não deixe esta ocorrência desanima-lo. Considere novamente seu objetivo e lembre-se que, embora a asserção bem sucedida exija treino, suas compensações são grandes.
Em quarto lugar, pondere seu relacionamento com as pessoas próximas de você. De modo típico, padrões de comportamento não-assertivo ou agressivo têm sido exercidos por um indivíduo por um longo tempo. O indivíduo não-assertivo terá estabelecido padrões de interação com aqueles que estão significativamente próximos a ele, como família, cônjuge, amigos. Assim também acontece com o indivíduo agressivo. Uma mudança nessas relações já estabelecidas pode causar bastante transtorno aos outros envolvidos. De um modo geral, os pais são freqüentemente alvo de comportamento assertivo especialmente no fim da adolescência ou aos vinte e poucos anos, quando os filhos lutam pela independência.
Naturalmente, algumas pessoas cedem aos desejos e ordens dos pais a vida toda (porque é “certo” respeitar os mais velhos, especialmente os pais que se sacrificaram tanto por você, etc.) Muitos pais acreditam piamente nisso e ficam muito desconcertados quando seu filho “se rebela” assertivamente. Por outro lado, pais que pautaram sua vida em resposta a um filho agressivo podem também ficar confusos quando perceberem que o comportamento dele está se tornando assertivo, embora há muito desejassem esta mudança. Consequentemente, pode ser útil pedir a um facilitador que intervenha e converse com os pais para prepará-los para estas modificações. Esta intervenção pode freqüentemente evitar que essas reações se exasperem e provoquem relações profundamente tensas entre pais e filhos.
Relacionamentos conjugais que têm se mantido há anos baseados nas ações não-assertivas ou agressivas de um cônjuge são igualmente propensos a ficar “de pernas para o ar” quando a asserção começa. Se o cônjuge não está preparado e disposto a mudar um pouco também, há uma forte possibilidade de rompimento entre o casal. A cooperação do cônjuge conseguida através de algumas reuniões com o facilitador pode ajudar imensamente a mudança de comportamento. Espera-se que um treinamento assertivo para um esposo fortaleça as relações conjugais. Contudo há um perigo potencial de comportamento de um dos parceiros e deve-se estar atento para agir com plena consciência dessas eventuais consequências. Uma conversa franca com os pais ou cônjuge é firmemente recomendada.
Texto extraído do livro:
ALBERTI & EMMONS Comportamento Assertivo: um guia de auto-expressão. Belo Horizonte: Interlivros, 1978.
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29 abril 2010
10 abril 2010
22 março 2010
É a Vida
Levar a vida,
como podemos,
que escolha temos?
Ser quem somos,
ter o que temos,
que mais podemos?
Muitos querem aprovação,
mas não há porque.
Qual a necessidade de ser aprovado por uma maioria,
de uma sociedade claramente doentia?
Nossas virtudes fazemos delas brilhantes e vistosas,
e nossos vícios e defeitos ocultamos sorrateiramente,
e assim, lidamos com nossas fraquezas da maneira mais sofrida que há,
jogando pra camadas cada vez mais profundas do subconsciente as coisas que não sabemos lidar.
Não adianta se apegar,
tem que se entregar à vida mesmo.
Não adianta querer do jeito que era pra ser,
tem que se entregar pra vida mesmo.
Nem pra pensar muito o tempo há,
é fazer e ver que bicho dá.
às vezes precisamos de silêncio,
e na maior parte das vezes que precisamos de silêncio não é pra podermos pensar,
mas pra podermos deixar nossa cabeça pensando por si, até que esgote as coisas que estão soterradas e o movimento de idéias acalme e cesse, e as idéias de nossa mente já serão diferentes... e depois recomeçar a absorver mais impulsos de nossas paranóicas modernas vidas.
Mas com um espaço infinito,
e estrelas que nem podemos contar,
como posso eu saber o que no mundo há?
... nossa ignorância é um canto sem luz, mas com muito espaço por preencher ...
Nossa vida é um padrão,
de nossa própria criação...
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