08 maio 2006

Atribulações


Às vezes parece que achamos que não merecemos ser felizes. Deve ser alguma coisa que colocam na comida... Às vezes percebemos quanto a humanidade gasta com satélites de observação, armas, equipamentos de destruição e até mesmo na exploração do espaço. Às vezes percebemos que uma parte da humanidade morre de entupimento das veias, e outra metade morre de fome.

Às vezes percebemos que os artistas passam fome, mas os políticos tem vidas fartas. Às vezes percebemos a importância dos outros na nossa vida. Do agricultor que planta nossa comida (quando não é plantada por especuladores da terra), do trabalhador que monta nossos eletrônicos (quando não são os robôs), daqueles que tiram nossos lixos (esses são gente mesmo)...

Às vezes vemos a futilidade do dia a dia, de gastarmos nosso tempo e saúde produzindo cada vez mais e vivendo cada vez menos. Enquanto uma grande parte da humanidade passa horas por dia procurando um emprego, a outra parte passa o dia todo procurando tempo pra fazer seus afazeres. Uns sem dinheiro pra aproveitar o tempo, outros sem tempo pra aproveitar o dinheiro. Uns sem saúde pra aproveitar a vida, outros sem vida pra aproveitar a saúde.

E os poucos que sobram disso tudo, com uma pequena parcela de consciência, não conseguem aproveitar o tempo, a saúde e o dinheiro que têm porque não acreditam que são tão privilegiados em um mundo tão desigual assim. O mundo da nossa humanidade.

E nós merecemos ser felizes, sim! A natureza nos diz isso! O planeta (ainda) consegue produzir o suficiente pra nos alimentar, a todos. Se não fosse a exploração mineral desenfreada e a busca incansável de riquezas, o planetinha ainda ia longe...

E nós não somos tão pequenos assim pra nos satisfazermos em tirar pra nós tudo o que podemos, mesmo que tiremos algo que poderia ser dos outros. Não somos tão burros pra acreditarmos que não merecemos sermos felizes (mas às vezes somos)...

E não podemos acreditar que a vida é só isso... só isso de trabalhar e trabalhar e trabalhar pra enriquecer meia dúzia de ricos exploradores, com suas frustrações magníficas e suas vidas vazias com contas cheias. Eles tem medo dos pobres que passam fome, querem ver todos eles mortos. Mas se eles morrem, quem trabalhará em suas empresas, usinas e afins? E quem lutará nas suas guerras por eles? Melhor mandar blindar o carro. Assim garante as duas coisas...




2 comentários:

Hel disse...

Clap! Clap! Clap!
Retorno maravilhoso, meu menino-pássaro!
;)
Estava pensando em algumas coisas parecidas ontem... essa nossa sintonia por vezes me deixa até meio tonta (mais), sabia? hehe
Saudade. Muitaaaaaa saudade de você. Tão grande, a saudade!
E as florestas brancas, como vão?
Em breve estarei por ai.
=)

Jujuba disse...

estou aqui por conta da senhorita de cima... eu penso nisso tb, ainda mais agora que estou me formando e procurando um lugar pra mim nessa vida de gente grande e as vezes eu penso em desisitir de tudo, acho o mundo mt cruel e penso em ir para um ligar distante e fcar lá, viver uma vidinha simples e ponto, mas ai penso que isso tb naop é solução e sim fugir... mas é complexo ainda nao consegui engendrar alguma solução para essa minha crise... e uma das coisas que pensop muito, e que eu nao quero ter medo das pessoas, e entrar nesse ciclo... é confuso. beijos e prazer