04 agosto 2007

Iniciados no Desconhecido


Muitas pessoas e correntes filosóficas exploram um falso poder de transformação pessoal baseado em informações e sistemas de cura e de espiritualidade. Esses, acredito que tão previstos falsos profetas, aproveitam de um nível espiritual um tanto mais claro (nem superior, nem inferior, pois a evolução é multidimensional) para tirarem vantagens de pessoas e situações.

A iniciação, ocorrida em tantas artes mágicas e escolas de ocultismo, é um ritual de batismo que na verdade indica apenas uma coisa: o início de uma jornada consciente e voluntária para dentro de si mesmo.

Essa jornada, perigosa e difícil, tem como riscos a profunda imersão no desconhecido, tanto em si quanto no mundo, participando de processos e interagindo com pessoas e situações de maneira a se preservar muito pouco das vivências, apesar de ter um profundo senso de auto-preservação geral.

Às vezes egoísticamente não queremos que outras pessoas despertem. Isso se deve basicamente à grande facilidade de realizar coisas que nos é adicionada quando entramos no mundo da espiritualidade, ou do oculto, ou qualquer nome que se dê para as experiências psíquicas que são na verdade a grande razão de viver. O que não lembramos nos momentos de egoísmo espiritual é que a grande divulgação em massa desses princípios torna nossa própria vida melhor, num processo egoísta-altruísta aonde o bem maior se faz com o bem de todos, e com a "iniciação" de todas as pessoas do mundo na jornada ao desconhecido. Transformando as pessoas a sociedade, que na verdade é apenas um grande reflexo das somas de atitudes e circunstâncias, muda automaticamente. Isso significa que quanto mais pessoas vivem sua própria vida, quanto mais pessoas estão conectadas com as essências mais profundas do seu próprio ser, mas simples, alegre e feliz fica a realidade.

Então não é mais do que parte do prazer, junto com uma responsabilidade de obrigação, que todos os que despertaram ou estão despertando para essa maravilhosa realidade invisível estejam dispostos a inserir na Matrix da realidade os dispositivos que permitam que substituamos os aplicativos atuais que a humanidade sustenta por outros, de caráter muito mais vivencial, muito mais profundos, muito mais verdadeiros e divertidos.

O caminho será perigoso, sim. Mas com um perigo calculado de tomar um caminho errado (que na verdade não existe certo ou errado, mas usemos esse termo na falta de um melhor) e pagar um preço existencial mais caro. Esse risco, porém, é bem menor do que o atual risco de infelicidade, de acidentes, de doenças e de opressão que vivemos justamente por querermos uma vida estável e mais previsível.

Paradoxal, não?
e assim o é no outro lado do véu...
Maya está sumindo...
Maya, a ilusão, está ficando nua à plena luz do dia.

Quem tem olhos pra ver que veja.

5 comentários:

dona_mariposa disse...

Você está ficando bom nisso, hein, menino?
;)

Anônimo disse...

Além de educado, lindo, gentil, de bom gosto, doce, vc ainda tem uma alma sensível... ai, meu Deus... vc existe de vdde???

Anônimo disse...

Meu... eu te quero e vou te ter!

Rafaela Maués disse...

Amigooooooooooooooooo, ta disputado por aqui heim?????heheheheheheheh...bjussssssssssssssssss Miguuuuuuuuuuu vc merece tudo de melhor nesse mundo sim!!!!!

Vinicius disse...

Olá! Descobri via blog do Aurélio que vc tocava no Neocanibalismo. É certo? Bueno.. Esses dias eu estava falando com um amigo meu sobre um show no Jail e etc blábláblá. Baita propaganda. Queria saber se você ainda Demo ou algo do gênero daquela época. Estou tentando montar um arquivo de bandas curitibanas e seria legal ter algo de vcs. Me dá um toque via e-mail: mandaparaovina@yahoo.com.br

'braço!