As coisas...
de onde vêm?
para onde vão?
Consciência é a palavra da vez.
19 agosto 2008
11 agosto 2008
Só Existe o Presente. O Tempo Todo.
Não há dúvida, apesar de tantas teorias cabulosas sobre lapsos espaço-temporais, que o presente, o futuro e o passado existem separadamente. Na realidade porém, só existe o presente. O tempo todo. Cálculos podem imaginar os acontecimentos e tendências futuros, mas o futuro mesmo só será conhecido quando for presente, eis que não há outro tempo.
Mas na verdade eu queria chegar na grande pergunta: porque estamos aqui, neste eterno e infinito presente?
Sem levar em conta a fé ou crenças, mas sim o fato.
O fato é que estamos no mundo pra viver. Pra ocupar a mente e o corpo com as atividades da vida. Muitos confundem essa atividade com uma super hiper capacidade de produzir, o que não é necessariamente o caso. Atividade é estar aqui e agora, atento ao que acontece no mundo, conectado com a realidade. Simplesmente é viver. Melhor claro, prevendo as ações e reações e levando uma vida com tranquilidade. Mas de simplesmente estar vivo e interagir com a realidade.
Certeza? Só a morte, e a do corpo ainda por cima.
Neste presente, os acontecimentos se desenrolam imprevisíveis e em tempo real, tornado se de fato compreendida e acolhida a vida em uma interminável interação com o mundo, e assim fazendo dela não um fardo mas sim uma admirável capacidade de interagir com a existência, criação, Universo ou qual nome tenha.
E que pode se dizer que é verdade:
Só existe o agora. O tempo todo.
08 agosto 2008
Epifania
A mente quieta e os olhos abertos por um instante. Tempo o suficiente pra cair a ficha. A imagem de uma realidade maior e transcendente aparece, e não se trata de uma crença mas sim de uma experiência. Quem poderá dizer o que passou? Ninguém. Esse instante, por mais breve que seja, carrega consigo uma quantidade tão grande de informação que as palavras não são suficientes para descrever o que se revela, e mesmo que o fossem suficientes acabariam por diminuir ou limitar a experiência.
Grandes chavões são criados para definir o indefinível, medir o infinito e compreender o que só pode ser aceito, mas não compreendido. Também chamado de Insight ou revelação. É aquele momento que a pessoa percebe por sí só que está usando a saúde pra ganhar dinheiro, o qual depois gastará pra recuperar a saúde. É uma visão de que o mundo é mais ditado pela Natureza do que pelos homens, mas vivemos na realidade dos homens que é mais "estável", dominada, virtualmente mais sólida.
Um instante em que percebemos que nossa vida é fugaz, é um instante, é um sopro, e se esvai dia a dia, atitude por atitude, vivência por vivência, gota por gota pelo meio dos nossos dedos... Querer parar a vida é querer segurar areia dentro da correnteza de um rio.
A revelação da nossa grandiosidade em potencial e insignificância real, do nosso diminuto tamanho no planeta, e a pequenez deste no sitema solar, por sua vez imperceptível na galáxia, que flutua pequena no Universo, e sabe-se lá se esse não flutua como um ponto em uma infinidade de infinitos...
Uma expansão de consciência que transcende o simples fato de se descobrir criador, mantenedor e principal responsável pela própria existência. Que transcende a descoberta da divindade em si, do poder, da capacidade de realizar que é estar vivo!
Quantas fogueiras inquisitórias queimaram não mais do que canais de epifanias... e que nós possamos viver as nossas antes que estejam no epitáfio.
Epifania é uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do significado de algo. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa" do problema. O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza (este é o uso em língua inglesa, principalmente, como na expressão I just had an epiphany, o que indica que ocorreu um pensamento, naquele instante, que foi considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural). Epifania também possui o significado de manifestação ou aparição divina. Diversos personagens históricos, na maioria líderes religiosos, filósofos, cientistas, místicos, escritores, teriam tido experiências epifânicas. Não deve ser confundido com a festa religiosa cristã denominada Epifania do Senhor, que celebra a assunção humana de Jesus Cristo.
14 julho 2008
Como Mais que Aguentar, Viver em Paz?
Em momentos críticos da humanidade, nada mais do que repetecos do passado em ritmo alucinado, as invasões de países e opressão política (graças aos interesses econômicos), os erros da polícia e o abuso do poder e o medo se propagam em velocidade astronômica, enquanto a beleza e a harmonia mantém sempre a velocidade de cruzeiro.
Aguentar já é difícil. Quantos casos de alcolismo, dependência química, remédios pra dormir, remédios pra acordar, remédios pra estabilizar o humor. Nada disso surge no corpo, mas sim na nossa mente. Uma mente que é bombardeada diariamente com as mais terríveis notícias, em um mundo desesperançado, parece que o efeito bola de neve mantém as coisas como estão, tirando muitas vezes a esperança daqueles que vivem em paz, tornando-os amargos.
Aguentar é difícil, pois não é natural vermos tanta estupidez, tanto roubo, tanta violência. Cada assalto somos todos que pagamos, e como diz o profeta de Kahlil Gibran, somos todos assaltantes. Resposáveis pelas falhas que nossa própria raça humana cria. Mas ver que alguém assaltou de nada resolve nossos problemas, triste daqueles que arriscam suas vidas por dinheiro, extinguindo a capacidade de fazer algo pelo conjunto, pelos humanos que tanto precisam cada vez mais de atitudes e de pessoas de bem.
Triste daqueles que morrem banalmente, mas mais triste são os que procuram essa morte. Um acidente é um acidente, mas aquele que se arrisca por banalidades procura a porteira do além. Antes se arriscasse pelo prazer, pra sentir que está vivo ou por outra razão qualquer.
Aliás, porteira essa que um dia, mais cedo, mais tarde, atravessaremos também. Que nos sirva de consolo que essa vida nada mais é que um instante no planeta, e que nós somos pouco mais que um grão de areia. Que possamos ter força pra sempre saber que o pouco que temos não é nosso, mas sim do próprio Universo que gerou toda matéria. Todo dinheiro é um símbolo, e os ladrões e corruptos são os responsáveis pelos seus atos e pela própria opressão gerada pela necessidade de polícia.
Que possamos ter nossa consciência limpa pra vermos a beleza do mundo, da natureza que nada nos cobra. Que cobremos sempre o que é nosso, mas nunca tomemos o que não nos pertence. Aliás, que possamos ver que na realidade nada nos pertence. Temos coisas que registramos em nosso nome e que um governo que é convencionado diz que é nosso, mas que em realidade profunda nada mais é do que matéria feita nas estrelas, no núcleo delas, e que voltará sempre ao Universo. Nossas posses são fictícias.
E que possamos prometer somente o que podemos cumprir, especialmente para as crianças. Elas não esquecem promessas. E por último, que possamos ser felizes, e que acreditemos que merecemos, pois somos feitos pra isso, somos feitos uns pros outros, somos feitos pra ser felizes!
Libertemo-nos da mentira do mundo que os homens criaram!
02 julho 2008
Onde Estou Agora?
O vídeo da semana aqui já virou vídeo do mês. Faz tempo que não coloco nada de novo em mais uma grande pausa de interação. Porque deixo tantas vezes de fazer as coisas que me motivam e me deixam feliz, as coisas positivas, tocar, ouvir música no último volume, pular, escrever e ler, para fazer as coisas que o mundo quer que eu faça? Claro, trabalhar é importante, dá um $$, dá satisfação, torna nossa capacidade mais útil e aplicável na prática, mas enfim, não dá pra ouvir só o que o mundo precisa.
Daí a gente vai deixando... estamos trabalhando demais, e a vida está difícil, e não sei o que mais que tentam nos convencer, e é perigoso, e é isso, e é aquilo, e no fundo no fundo tudo isso não tem nada a ver!
O que existe é um mundo cheio de pessoas buscando suas realizações e verdades, pessoas como nós, com medos, com bondade, com uma cabecinha que pensa como nós e sofre como a nossa (ou mais, ou menos), mas a verdade é que sempre aparenta que a vida dos outros é mais fácil né? pois é, do lado de dentro tudo fica diferente. Os pesos são diferentes, as idéias são diferentes. Mas a essência é a mesma.
E nessa nossa criação, de um mundo de trabalho exagerado e desemprego se desequilibrando como várias outras coisas que os humanos fazem, sobra espaço e tempo só pra pensar: porque estou fazendo assim?
Porque?
Logo eu, que acredito que tenho que ficar em paz e viver bem, quando começo a lidar com as coisas da materialidade e da vida já começo a pensar demais, a me preocupar com trabalho, com grana, com tudo que, no fundo, nunca me faltou! Que medos estranhos existem nessa atual sociedade humana. Muitos medos desses nem são verdadeiros...
Mas o desabafo é pra manifestar que lembrei! Lembrei que estou vivo, que a natureza nos dá muito mais do que precisamos e que nós mesmos é que abusamos dela, e criamos necessidades que não existem, gerando trabalho que não é necessário e deixando que o importante mesmo, que é fazer o mundo dar certo pra todos, fica de lado.
E como tem coisa pra fazer...
Mas hoje vai ser trabalhar, chegar em casa e ler... ler não pra esquecer da vida, mas pra lembrar dela.
19 junho 2008
Nós: Nosso Fantasma
Existe atualmente uma onda de depressão. Muitas pessoas sofrendo por causas um tanto relativas, como a nossa tremenda falta de ferramentas para lidar com nós mesmos e com a realidade.
Como cada tentativa de mudar o mundo globalmente gera uma sensação de tremenda impotência, tem aquele clichê legalzinho que diz "Pensar Globalmente, Agir Localmente". Não há como atingirmos as pessoas que estão fora do nosso alcance direto, exceto atingindo-as indiretamente. E a ação local faz isso. Eu facilito a vida de José, que facilita a vida de Manoel, que facilita a vida se seu primo Joaquim que mora em Portugal, que facilita a vida de Hanz Fritz, seu amigo alemão, que facilita a vida de Pashka, a Indiana, e assim vai...
Mas o mais difícil nisso tudo ainda consiste em conseguir as ferramentas pra lidar consigo mesmo. Nenhum fantasma é maior na nossa vida do que nós mesmos. É com a gente que estávamos quando nascemos, e assim será, solitariamente, nossa experiência de morte.
Ferramentas como respirar fundo, filtrar as coisas que nos fazem mal, amplificar ou aumentar a freqüência com que fazemos as que nos fazem bem, nos realizamos em diferentes áreas da vida, termos pessoas boas à nossa volta.
Tudo isso também inclui um pequeno segredo para conseguir que alguma coisa se torne real, e assim estão sendo vendidos milhões de livros de auto-ajuda pra ensinar algo tão simples: A Vida dá pra Gente o que a Gente dá pra Ela. Se vivermos como reis, como reis de verdade, com dignidade, responsabilidade, prosperidade e fartura, mesmo que num primeiro momento pareça forçado, em breve seremos que representamos que somos.
simples assim mudar de vida... deixando pra trás o único fantasma que nos persegue: Nós Mesmos.
09 junho 2008
Liderança
"Leve-me ao seu líder" é a frase mais famosa já dita por todos os invasores espaciais ao chegar no planeta Terra. Liderança significa grandes responsabilidades sobre todos e, ao mesmo tempo, grande liberdade e poder. Hoje em dia a carência gigantesca de líderes, em todos os campos, torna o processo de massificação uma bola de neve, aonde evita que se produzam pessoas pensantes que se tornem líderes e ao mesmo tempo ameniza os problemas da falta de liderança criando padrões de comportamento de massa.
o difícil é fazermos e sermos. Sem questionar o que é fácil ou difícil, cada um sabe os problemas que tem, isso não tem nada a ver com o post. É que estou lendo um livro, "Krishna e a Arte de Liderar (por Sathya Sai Baba)", do Dr M.L.Chibber (Editora Madras). Podia ser Jesus, ou Maomé, mas como foi escrito na Índia utilizou Krishna e pronto. Esses livros de negócios e aperfeiçoamento baseados na espiritualidade tem um quê de fantásticos pra arejar a cabeça e dar novas possibilidades pra vida, mesmo que seja só pra pensar e saber que existem. Mas o que eu queria mesmo era transcrever um pedaço dele aqui (com pequenos cortes). Aconteceu uma guerra e o grande líder do exército derrotado agonizante estava no chão. O exército vencedor chegou perto dele para prestar reverência e respeito, e o mais velho dos Pandavas, que venceram, chegou porto de Brishma, que agonizava, e lhe perguntou sobre sua famosa e perfeita arte de liderar. O que ele respondeu...
"
- É a ação que modela o destino, e não o contrário.
- A Verdade é o refúgio mais elevado: Todo o mundo repousa sobre a verdade.
- Autocontrole, humildade, retidão e franqueza são essenciais para seu sucesso.
- Há perigo na brandura. O rei não deve ser brando demais, ou passará a ser desconsiderado. As pessoas não terão o devido respeito para com ele e sua palavra. Ele deve também evitar o outro extremo e ser severo demais, pois senão as pessoas irão temê-lo e isso não é desejável.
- A compaixão deve fazer parte de sua constituição mental, mas o rei deve evitar mostrar uma natureza de quem tudo perdoa, pois dessa forma poderia ser considerado fraco por homens inferiores que dele se aproveitarão.
- A precaução é essencial. Deve-se estudar seus amigos e inimigos todo o tempo.
- Deve ser cuidadoso para não depositar confiança implícita em qualquer um. Deve manter seus pensamentos mais íntimos ocultos até mesmo dos seus entes mais próximos e queridos.
- Deve estar pronto pra procurar proteção em sua fortaleza quando sua posição for fraca, e deve estar pronto para estabelecer a paz com um inimigo que é mais forte.
- Seja agradável em seu discurso.
- Esteja cercado de pessoas de igual natureza, que tenham qualidades nobres.
- As pessoas devem viver em liberdade e felicidade. A própria essência do seu papel é proteger as pessoas e sua felicidade.
- Preste atenção ao estado do reino. Arredores deteriorados e arruinados são símbolo de descuido.
- Saiba quando usar o poder da punição e não hesite em utilizá-lo nos malfeitores. As pessoas são com freqüência conduzidas pelo castigo. Conheça a ciência do castigo.
- O interesse pessoal é o fator mais poderoso na vida de todos.
- O tesouro deve estar sempre cheio.
- Supervisione você mesmo o trabalho dos seus.
- Nunca confie implicitamente em cargos de confiança.
- Faça as coisas sem revelá-las jamais a seus inimigos.
- Um rei venerado pelos seus será naturalmente respeitado e temido pelos inimigos.
- Nada, nem mesmo um ato mais insignificante, pode ser realizado por um único homem. Ele precisa de assistência.
- Cuidado nunca é demais. Pessoas honestas podem parecer desonestas, e perversas podem parecer honestas. Um pode se tornar outro, pois ninguém pensa sempre da mesma maneira.
- Não alimente malícia em seu coração.
- A conduta correta é a contra senha. Nada é mais poderoso.
- O que você planejou fazer amanhã faça hoje, antes do meio dia! A morte é implacável e o tempo não espera pra ver seus projetos realizados. O mundo é um cortejo que passa.
- O homem nasce sozinho, e morre sozinho. Ele é sua única verdadeira companhia em sua caminhada nesse incidente chamado vida."
...
03 junho 2008
O Sono da Realidade
Para facilitar o controle e a exploração das mais diversas atividades humanas, somos quase que condicionados a seguir padrões e nos enquadrarmos nas diversas variantes da sociedade. Para muitos a vida vira quase que um sono, um transe de momentos vazios. Para outros é um pesadelo, em outro tipo de transe também bem comum. Para um vislumbre da realiade, tenha ele sido uma paisagem, um pensamento, uma experiência, não há como satisfazer mais o transe com mais do mesmo. Um vislumbre da velocidade absurdamente rápida se desenrola frente a um planeta que com seus bilhões de anos lida com a superpopulação com a mesma habilidade que impõe seu equilíbrio contra todas as agressões, e nada disso no fundo significa nada de tempo pra um Universo aonde o tempo é a eternidade, e o espaço o infinito. Exceto claro o que vivemos. O que fazemos, o que somos é no fundo o que importa. Mas que possamos viver e nos realizarmos em um mundo realmente desperto, com a consciência das responsabilidades e dos direitos de seres da natureza.
O sono acaba, devagar mais acaba. Em doses homeopáticas vamos acordando, um de cada lado, um em cada lugar, mas todos percebendo toda a grandiosidade de estar vivo e fazer parte da realidade, com todas as possibilidades de interação.
Cada dia uma pequena evolução ou alteração do dia anterior...
Nas coisas que valem à pena.
27 maio 2008
Dentro ou Fora?
Essas semanas que passaram tive uns perrengues dos fortes. Trabalhos fora que deram dor de cabeça, cansaço e sensação de impotência e fracasso... Desequilíbrios na saúde... Dúvidas e mais dúvidas na mente... Paradoxos de existência se apresentando exigindo soluções muito mais práticas do que ideais... Fiquei pensando em muita coisa, em várias delas, e cheguei a algumas conclusões interessantes...
1) Ninguém tem as respostas para nossas perguntas, exceto nós mesmos. Para diferentes pessoas e situações, diferentes respostas. Para uma mesma pessoa e situação e diferentes objetivos, diferentes respostas. Isso implica em uma coisa bem simples: mais importante do que sabermos a resposta é sabermos aonde conseguir a resposta, e essa resposta é também bastante simples: em nós mesmos. Acontece que no dia a dia temos momentos Yang, de ação. E na sociedade atual, aparece essa energia de realização em excesso. Temos que aprender a voltar pra dentro, a ter um momento Yin, de introspecção. Muitas vezes, ao silenciarmos nossa cabeça por poucos instantes, observando especialmente como nossa vida é efêmera, como nosso tempo na Terra é curto, como nós no Universo não somos nem um pequeno grão de poeira, como na eternidade não somos nem um instante, e simplesmente deixarmos nossos desejos, medos e vontades de lado pra sentir as coisas como estão, como são e ouvir... A resposta está dentro de nós e muitas vezes antes que chutemos o balde de alguma situação, devemos saber que praticamente para toda situação temos uma saída, exceto para a morte.
2) O instante de transformação, o ponto crítico, já passou. A Positividade já falou aqui que acreditava que o tempo da humanidade se transformar já tinha ido. Eu resisti muito, mas confesso que tenho que ceder e acredito agora que realmente, o ponto crítico já passou e não há mais volta. As ordens da Natureza para tomar o que é seu já foram dadas e a humanidade não tem chance contra as forças do Universo. Nos resta nos integrarmos ao mundo e a nós mesmos para termos estrutura e força para suportar o porvir.
Não sei se é triste aceitar tudo isso, posso estar completamente enganado, mas talvez precisamos que cada vez mais pessoas possam buscar suas respostas internas, enquanto o mundo vai jogando todos nós em situações cada vez mais embaraçadas e profundas, para que resgatemos nossa capacidade de lidar com a realidade e assim estejamos preparados para o amanhã.
Para o Eterno, um dia, um ano, uma vida humana nada mais são do que instantes quase nulos, ínfimos. Para o Infinito, todo o percurso por mais longo que seja é um ponto só.
Sendo tão pouco e tão poucos, podemos ter o consolo de que vale à pena lutar até o fim. Mas vale à pena por nós. Pelo que somos, pelo que queremos. O destino pode até existir, mas não é nada que defina nossa vida. O destino é uma tendência. A nossa vida são escolhas.
Nem sei aonde chegar... Acho que é um post sem objetivo, pra extravasar alguns pensamentos antes que eu ache que nem eu tenho mais saída diante de tantas coisas que aparecem nessa nossa vida terrena... Mas como diria o Renato Russo, os AA e NA e ?A, é só por hoje que temos que viver e fazer alguma coisa. Só por hoje...
16 maio 2008
Natureza: O Poder
A realidade é um tanto cruel, mas óbvia ao mesmo tempo... O verdadeiro e único poder que existe no mundo é o da natureza. Sendo o homem um ser que quer subjugá-la, conseguirá nada mais que sua própria extinção. A natureza é tão verdadeiramente poderosa que tem até uma lei que tem o nome dela: Lei da Natureza. Para a humanidade, isso quer dizer que só os mais fortes sobrevivem. Na verdade é que os mais aptos tem mais chances de sobreviver. Estar mais apto não quer dizer nem de longe que é ser mais forte. Estar mais apto é estar mais integrado, mais centrado, mais objetivo. Os animais que se integram na natureza ela deixa e gosta que vivam nela, porém aqueles que a desequilibram são sumariamente extintos. Digam os Dinossauros. Eles existiram aqui. Neste mesmo planeta que habitamos. (aliás, muitos deles caíram em poços de piche e juntamente com o piche e vegetação formaram as tão famigeradas, não renováveis e cada vez mais escassas reservas de petróleo!)
Podem até dizer que foi um meteoro ou sei lá o quê que matou os gigantescos répteis, mas o fato é que ninguém que pudesse ver o que acontecia no planeta naquela época poderia acreditar que criaturas gigantescas, com dentes enormes e cobertos de uma carapaça de couro poderiam ser extintos. Foram bichos apavorantemente bem criados. Monstruosos, violentos e resistentes. E se foram... hoje fica a lembrança, os fósseis e o petróleo...
Pra humanidade não vai ser muito diferente... O planeta está puto da vida com a gente! E tem razão! Eu não sou muito fã de palavrões mas às vezes são as palavras mais precisas para uma situação, que é o caso: PUTA QUE PARIU! O QUE ESTAMOS FAZENDO COM O PLANETA?
Bom, vamos por partes: Fato número:
1) EU EXISTO! (acredite: se eu escrevo isso é porque eu existo mesmo!)
2) VC EXISTE! (pois bem, se você lê isso é porque você existe também!)
Se nós existimos, é porque tudo isso é real. Quão real ou quanto disso é percepção não vem ao caso hoje, mas sim que existimos. Estando aqui, vivos, podemos então fazer!! Que beleza! Nada como matemática na vida!
Podemos fazer nossa vida valer à pena. Podemos fazer com que a natureza seja mais feliz de nos ter em seu leito. Aliás, aí entra um outro cara, Jesus Cristo. Ele também falava da natureza, mas especialmente de um fractal de natureza dentro de natureza, que é a natureza humana que reside em sua parte material dentro da natureza planetária e em sua parte espiritual sei lá onde que reside.
Essa natureza humana de que nos falou o grande cara acima, Jesus Cristo, é na verdade uma grande sacada revolucionária para a humanidade. É uma maneira simples de garantir que o planeta, as pessoas e os animais que habitam aqui possam todos viverem por longas e longas gerações sem maiores transtornos ou problemas, com desafios sempre maiores porém controlados, como é a tecnologia hoje. A tecnologia é uma prova do poder de criação da humanidade, poder esse que pode ser facilmente convertido em criação de objetos de destruição, alterando imediatamente o nome de poder de criação para poder de destruição.
Simples né? Poder de criação usado pra criar = criação = evolução = novo = soma = possibilidades. Se não for utilizado pra criar então poder de criação vira poder de destruição = estagnação ou regresso = velho = divide = beco sem saída ou disco riscado.
Mas Ele foi mais além. Ele via o coração, a mente e a alma das pessoas. Ele sabia exatamente fome do quê tinham alguns. Era fome da verdade. A verdade que existimos e estamos vivos, em meio a naturezas dentro de naturezas. O simples fato de existirmos é um milagre. EU EXISTO! Caramba, que beleza! E quando não existir mais (se é que isso acontece, o que eu não creio) também que beleza! Possibilidades!
E o que nós somos, com o quê podemos então ocupar as nossas vidas se não for com consumo, televisão, drogas? Simples: com nós mesmos! Você sabe cantar? Sabe dançar? Toca algum instrumento musical? Faz algum tipo de arte marcial? Sabe pintar? Desenhar? Fazer algum tipo de arte? Lê coisas interessantes? Pensa demais e depois des-pensa tudo? (olha que trocadalho do carilho! despensa é justamente o lugar da casa que guardamos as coisas que no momento dispensamos)
Eis a solução do enigma. Ainda tem outras coisas interessantes pra fazer, claro! Mas comer, ir no banheiro e transar todo mundo sabe (ou pelo menos deveria saber pois é o básico pra se estar vivo). Mas quem se satisfará com isso?
Ai ai, nem sei aonde quero chegar! Acho que chegou a hora de eu deixar os pensamentos irem embora, junto com os dinossauros, pra darem lugar ao meu amanhã. Afinal, o destino e a ocasião são frequentemente confundidos e muitas vezes subutilizados. Destino é o que não se pode mudar, e sinceramente, são muito poucas as coisas que não podemos mudar. No fundo no fundo escrevo tudo isso porquê só tenho a agradecer. Agradecer tanta gente boa a minha volta. Agradecer por ter um teto todos os dias da minha vida, por ter comido todos os dias da minha vida. Agradecer pela minha saúde, saúde essa que só percebi que existia quando fui parar no hospital com um furo no pulmão. Agradecer pelas possibilidades que aparecem na minha vida, pela minha cama quentinha (ai minha cama!), pelas pessoas que lêem isso aqui e que me mostram que não estou sozinho e que, com certeza, me dão muito mais motivação pra continuar acreditando. O que mais pode querer um humano do que estar vivo com aqueles que ama(m)?
13 maio 2008
Porque Não Existem Pinguins no Hemisfério Norte?
O texto é longo, mas muito, muito profundo em informações e verdades. No vídeo da semana um sobre o Tigre da Tasmânia, extinto no século 20. Triste século 21 espera nossa humanidade se urgentemente não mudar de direção...
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Você já pensou por que não existem pingüins no hemisfério norte?
Todos nós aprendemos que pingüins são encontrados apenas no hemisfério sul, na Antártida e adjacências. Implicitamente, isso nos é passado como sendo um fato da natureza - como se sempre tivesse sido assim. Mas não é o caso. A resposta para a nossa questão é muito mais interessante que isso, e ao mesmo tempo desconcertante e perturbadora.
Não existem pingüins no hemisfério norte porque o homem os extinguiu em 1844.
A ave que foi originalmente chamada de pingüim é hoje conhecida – menos do que deveria ser - pelo nome de grande alca ("great auk"). Seu nome científico – Pinguinus impennis - foi baseado em seu primeiro nome vulgar. Os pingüins do hemisfério sul, aves pertencentes a outra família e descobertos depois, receberam o seu nome exatamente por que se assemelhavam às grandes alcas. As alcas eram aves de grande porte, que viviam no Atlântico norte, em volta do círculo polar ártico, e que eram caçadas em imensa quantidade entre os séculos XVI e XIX – enchiam os porões dos navios para servir de alimento, e também eram usadas como isca para a pesca de bacalhau e lagostas. Sob essa imensa pressão, as alcas declinaram inexoravelmente até uma situação desesperadora. Então, no dia 3 de junho de 1844, um grupo de marinheiros avistou o último casal de grandes alcas, denunciados por sua grande estatura em meio às aves marinhas menores, na pequena ilha de Eldey, ao largo da Islândia.
Os marinheiros correram para as grandes alcas com porretes. As alcas tentaram desesperadamente alcançar a segurança da água, mas uma foi encurralada contra as rochas, e outra alcançada já à beira d'água. Ambas foram mortas a porretadas. Em seu ninho havia um ovo, que se acredita ter sido esmagado sob a bota de um marinheiro.
É por isso que não existem (mais) pingüins no hemisfério norte. Não, não é um fato da natureza, infelizmente. Nós fizemos isso ser assim.
As grandes alcas não estão sozinhas, longe disso. Há uma imensa coleção de espécies de animais que nós extinguimos nos últimos séculos. Na maior parte dos casos são extinções muito bem documentadas e conhecidas pela ciência, de espécies que todos nós deixamos de conhecer por muito pouco. Muitas delas eram animais maravilhosos, espetaculares, que fariam o mundo vivo parecer muito mais rico e maravilhoso do que já é.
Eu estou exagerando? Bom, que tal um peixe-boi de oito metros?
Havia, sim, um peixe-boi de oito metros. Um animal dócil, inteligente, com uma elaborada vida social. Nós acabamos com ele em 1768. A vaca marinha de Steller, Hydromadalis gigas, que podia alcançar umas dez toneladas, era o maior mamífero vivente nesse planeta em tempos históricos, fora as grandes baleias. A vaca marinha de Steller habitava as águas costeiras das desabitadas ilhas Commander, no extremo leste da Sibéria, onde foi descoberta pelo naturalista russo Georg Steller em 1741. Eram pacíficas comedoras de algas marinhas que raspavam das rochas. Steller escreveu que havia fortes laços sociais entre elas, incluindo uma espantosa solidariedade. Quando uma era arpoada, as outras tentavam impedir que ela fosse arrastada para a margem, fazendo um círculo à volta dela; várias colocavam a si mesmas nas cordas ou tentavam tirar o arpão do corpo daquela que havia sido ferida. Steller também observou que um macho voltou dois dias seguidos para junto de sua fêmea morta na costa. Nada disso impressionou muito os pescadores russos, que após a descoberta da vaca marinha fizeram uma verdadeira corrida para caçar aquele animal tão rico em carne e óleo, e com uma pele valiosa. Em 1768 – apenas vinte e sete anos depois de ter sido descoberta! – a vaca marinha de Steller já estava extinta.
E que tal a ave mais abundante do Mundo? No século XIX, o naturalista John Audubon, um dos fundadores da ornitologia, ficou chocado com a abundância da pomba migratória, Ectopistes migratorius, na América do Norte. Os bandos eram tão numerosos que há relatos confiáveis de que obscureciam a luz do sol ao passar; dizia-se que passavam por vários dias seguidos. Colônias de nidificação chegavam a 160 Km de comprimento. Audubon estimou que devia haver entre cinco e dez bilhões de pombas migratórias na América do Norte – o que as fazia, de longe, as aves mais abundantes do planeta. Mas aquele século, o da desenfreada expansão americana rumo ao oeste, foi também o do colossal massacre da pomba migratória. Elas foram caçadas aos milhões, para comida e por simples esporte. Caçar pombas migratórias e coletar seus ovos era um esporte de fim de semana para a família inteira, muito popular entre os americanos do século XIX. Havia matanças mais sérias: em uma competição de caça da época, o troféu seria do virtuoso caçador que primeiro matasse trinta mil pombas migratórias. Você leu certo, trinta mil, só pelo vencedor. Com esse tipo de pressão, as populações da pomba migratória começaram a diminuir, e houve quem dissesse que era preciso limitar a caça, ou a espécie acabaria desaparecendo. Foram chamados de alarmistas, riu-se deles. Houve também quem dissesse da pomba migratória que era óbvio que havia tanto que nunca iria acabar – mais ou menos como alguns hoje dizem da Amazônia. Mas as populações continuaram diminuindo, e o inacreditável aconteceu. Em 1900, a pomba migratória se extinguiu na natureza. No dia 1º de setembro de 1914, Martha, a última pomba migratória, morreu no Zoológico de Cincinnati. Estava extinta a espécie de ave mais abundante do planeta no século XIX.
E por que não um lobo marsupial? Quando falamos em marsupiais, a maioria das pessoas imediatamente pensa em cangurus, ou quem sabe nos gambás tão comuns em nosso país. Mas até há poucas décadas havia um lobo marsupial, ou tilacino, um dos mais espantosos seres que já se viu. Poucos reparam no significado de um nome científico, mas raramente um nome científico é tão revelador quanto Thylacinus cynocephalus. "Thyla" quer dizer bolsa, "cinus" ou cynos" quer dizer cachorro, e "cephalus" quer dizer cabeça. Thylacinus cynocephalus, portanto, quer dizer "cachorro com bolsa com cabeça de cachorro". Perdoe o pleonasmo do cientista que batizou o bicho, meu caro leitor. Experimente procurar por "thylacine" no Google Images. O tilacino é tão parecido com um cachorro que qualquer leigo poderia facilmente confundi-los. A semelhança da cabeça é de fato tão extraordinária que apenas os dentes, uns dentes triangulares característicos de marsupiais, denunciam que se trata de um parente dos cangurus. Os quartos traseiros caídos e a cauda afinando gradualmente, como a de um canguru, também traem sua ancestralidade marsupial. Mas não se trata simplesmente de um canguru com crise de identidade, que acha que é cachorro. Isso é o mais interessante de tudo: o tilacino é um espetacular exemplo do fenômeno que os biólogos chamam de convergência evolutiva, ou seja, animais de linhagens muito diferentes – no caso, os mamíferos placentários (como nós) e os marsupiais – evoluindo formas similares em lugares diferentes, como adaptação a papéis ecológicos similares. O tilacino, comum na Austrália inteira até uns poucos milhares de anos atrás, sobreviveu na grande ilha da Tasmânia, ao sul do continente australiano, até bem dentro do século XX. Porém, foi impiedosamente perseguido pelos colonizadores australianos, em represália à predação sobre suas ovelhas. A extinção do tilacino na natureza não teve nada de acidental, ao contrário, foi meticulosamente planejada, e levada a cabo como política oficial do governo da Tasmânia. Com o fim de erradicar a "praga", recompensas foram pagas para cada pele de tilacino entregue. À medida que os animais começavam a escassear, o valor da recompensa foi aumentado cada vez mais. Em 1936, o governo da Tasmânia enfim mudou de política e decretou uma lei protegendo a espécie. Tarde demais. Naquele mesmo ano, o último tilacino conhecido, uma fêmea, morreu no zoológico de Hobart, capital da Tasmânia. Por negligência de seus tratadores, o animal foi deixado na parte exposta de sua gaiola, sem acesso a seu ninho protegido, e morreu de hipotermia numa noite fria de setembro. Há alguns registros não confirmados de tilacinos vistos na natureza nos anos seguintes; um dos mais confiáveis é o de uma fêmea que teria sido morta por um fazendeiro com seus cachorros por volta de 1940. Dentro da bolsa da fêmea havia três filhotes. Não houve mais registros depois disso.
Deixei para o fim o meu favorito, se é que pode haver um favorito numa lista dessas: o menor, o mais sutil, mas nem por isso o menos espetacular. Um animal tão fantástico que parece ter saído da mais imaginativa ficção, e que você e eu fomos privados de conhecer por poucas décadas. Morcegos voam, todos eles, certo? Claro. Sempre foi assim? Não. Em algumas ilhas do Pacífico, onde eram ausentes tanto grandes predadores como também roedores nativos, evoluíram várias espécies de morcegos terrestres. Eram animais bizarros, que eram capazes de voar só uns poucos metros, mas que se moviam agilmente pelo chão da floresta nas patas de trás e nos cotocos das asas, exercendo o papel ecológico dos roedores. Eram tão bem adaptados à vida terrestre que alguns tinham bolsas ao lado do corpo onde recolhiam as asas. À medida que a colonização das ilhas do Pacífico avançava, animais introduzidos pelo homem, como ratos e gatos, foram extinguindo os morcegos terrestres em ilha após ilha. As ilhas Salomão e Big South Cape, que permaneceram livres de ratos domésticos até muito recentemente, foram seu último refúgio. Mas mesmo ali, os ratos chegaram em 1962 ou 1963, e em 1965 Mystacina robusta, a última espécie de morcegos terrestres, deixou de existir. É possível que ainda houvesse Mystacina quando você nasceu, ou pelo menos quando seus pais nasceram. Mas seus filhos não poderão mais vê-lo.
Hora de desfazer uma ilusão bastante arraigada. Fala-se muito em espécies em extinção, mas muita gente acha que o homem extinguiu até agora relativamente poucas espécies, e que portanto nossa capacidade de extinguir espécies possa estar superestimada. Não é o caso. Apenas de 1600 para cá, foram comprovadamente extintas pelo homem pelo menos umas 120 espécies de aves, umas 60 de mamíferos e pelo menos 25 de répteis, entre muitas outras. Muitos desses casos, inclusive os acima, são descritos em um livro maravilhoso, "A Gap in Nature", de Tim Flannery e Peter Schouten, publicado em 2001. Além disso, já extinguimos mais de 600 espécies de plantas, e provavelmente vários milhares de invertebrados, que são mais mal conhecidos. A lista continua crescendo: há apenas um ano foi a vez do baiji, o golfinho do Yang Tse. Isso tudo não inclui centenas de outras extinções de animais de grande porte causadas pelo homem muito antes da Idade Moderna - mas isso já é outra história.
Por que essas coisas ainda são tão pouco divulgadas e discutidas? Eram animais espetaculares, fascinantes, são histórias que mexem com nossos sentimentos, mas nossa cultura não parece ter olhos para elas. Houve uma expressiva melhora nos últimos anos, mas ainda é raro encontrar sobre as extinções históricas em programas de televisão, livros e revistas, e portanto elas não atingem nossos corações e mentes. Acho que a melhor explicação para isso é mesmo a imensa capacidade que a nossa cultura tem de não olhar para aquilo que não lhe interessa – o que é ótimo para quem quiser manter o status quo, mas péssimo para quem queira virar o jogo.
Quando eu era criança, História me parecia fascinante, mas ao mesmo tempo o menos aplicado ou menos útil de todos os assuntos. Minhas professoras sempre tinham o mesmo argumento sobre a importância do estudo da História: é preciso estudar História para aprender com os erros do passado. Só agora sou capaz de perceber o quanto elas estavam certas.
Por Fernando Fernandez
Biólogo, PhD em Ecologia pela Universidade de Durham (Inglaterra). Professor do Departamento de Ecologia da UFRJ, seu principal interesse em ensino e pesquisa é a Biologia da Conservação.
09 maio 2008
Livros Alienígenas
Apenas uma sugestão... Um link com livros alienígenas de libertação mental. Eu particularmente começarei a ler o Castañeda e Terence Mckenna (que foi a palavra chave da busca do google que me levou ao site).
Quem tem olhos para ler que leia.
Quem tem olhos para ler que leia.
08 maio 2008
Estou em Outra Estação
Lendo o "Teorias", livro do Bondia pela SetePeixes lembrei de uma vez que rolou uma "coincidência" (será que coincidências existem mesmo?) sobre essa música do Legião e a outra estação.
É que a humanidade tem algumas coisas a oferecer. As ruins estão à mostra, empurram-nos goela abaixo. Coisas feito para massas, coisas feitas para serem empurradas mesmo. Não presta. As estações que temos à nossa disposição, em sua maioria, são uma grande porcaria. Notícias ruins, petróleo que sobe (alguém acha que com as reservas menores e cada vez mais carros rodando o petróleo vai baixar de preço? hahaha...), salário que diminui, corrupção absurda e reajustes sem fim daqueles que deveriam defender os interesses do povo, enfim, uma maçaroca de gente que não sabe pra onde ir.
Mas, por trás disso tudo, nos bastidores dessa maravilhosa oportunidade de estar vivo no planetinha azul, existem outras coisas, outras pessoas, novas propostas, outras estações.
Estaremos mais distantes do mundo, estaremos mais longe do sucesso, do poder e da fama, mas estaremos mais perto de nós mesmos. Estaremos indo de encontro ao que interessa, ao que vale à pena. Estaremos indo resolver nós mesmos.
Cada ação que o mundo apresenta exige de nós uma reação para que o processo possa ser realimentado e para que novas ações sejam apresentadas. Se formos reatores, seremos exatamente como querem que sejamos, e estaremos presos. Mas se, ao contrário, escolhermos como somos e sermos assim mesmo, independente do que acreditam que somos, então teremos quebrado o ciclo de realimentação e um mundo novo de possibilidades se abre à nossa frente.
Possibilidades de contato, de vida, de experiência, até mesmo profissionais, pois a visão muda, e quando nossa visão muda, nosso mundo muda junto. O nosso mundo é o que fazemos dele.
O fato é que afastando essa paranóia coletiva de sobrevivência, violência, exploração e desigualdade existe uma realidade imutável: todos somos humanos, e temos os mesmos medos, os mesmos desejos, as mesmas marcas deixadas pela vida. Diferentes, claro, mas iguais. Saímos do mesmo molde. Debaixo da parafernália toda da invenção humana de luta pela sobrevivência existe a realidade: a humanidade é uma irmandade na mesma nave, no mesmo planeta, nas mesmas circunstâncias. Debaixo do molde da violência existe a realidade: uma pessoa perdida, que precisa ser vista, gostada, que precisa se encontrar em si mesma. Quem não gosta de si não gosta dos outros. Tudo simples.
E é simples assim, mudar de estação...
Estamos aqui é uns para os outros...
"estou longe, longe... Estou em outra estação..."
01 maio 2008
Chakras, Pentiuns e Athlons...

Um processador de computador, essa pastilha pequenina que podemos pegar na mão, é na realidade uma grande pedra de silício com um núcleo muito reduzido (O Core Duo tem 151,6 milhões de transistores ocupando uma área de 90,3 mm2, enquanto o Pentium M com núcleo Dothan possui 140 milhões de transistores ocupando uma área de 87,66 mm2).
Em contrapartida, uma ventoinha pra refrigerar esses processadores pode ter 5x5cm que é igual a 2500mm2. Trinta vezes maior que o núcleo do processador. Aonde quero chegar? Bom, o núcleo é aonde as coisas realmente acontecem, aonde a energia interage com energia e obtém o resultado preciso do processamento.
Nosso corpo não é diferente. Nossos chakras são na verdade grandes processadores de informações e sentimentos. Os 7 chakras principais, que podem ser vistos na maioria das imagens que circulam por aí, são processadores especializados em tipos diferentes de emoções. O corpo humano, máquina maravilhosa que é, tem 7 núcleos de processamento principais em seu sistema e inúmeros secundários (existem muitas divergências sobre o total de chakras, mas são muitos...)
Para que possamos sobreviver em paz em meio ao turbilhão de emoções (na vida atual especialmente as desgastantes) precisamos dar conta de receber, processar e utilizar todas as emoções de nossa vida até o ponto de conseguirmos antecipar as ações para evitar emoções desnecessárias, um passo bastante grande tendo em vista a dificuldade do auto-conhecimento.
Para darmos conta de processar esses sentimentos (evitando assim diversas somatizações de dor de cabeça, enxaqueca, amidalite, dor no peito, gastrite, problemas renais, sinusite, disfunções urinárias ou sexuais, câncer, entre outros...) precisamos das duas uma:
- Reduzir o número de informações a serem processadas, especialmente as negativas (pois as emoções positivas podem ser assimiladas com muito menos processamento, elas vão direto ao coração ou chakra cardíaco e são prontamente metabolizadas e convertidas em outras energias no sistema). Reduzir informações negativas significa: leituras positivas, pouco ou nada de noticiário ou lixo televisivo, fofoca e outros venenos. Quer queira quer não, tudo o que vemos, ouvimos e sabemos TEM que ser metabolizado pelo organismo, e a não assimilação implica nos diversos problemas de saúde atuais. Assim como processadores de computador, muita informação significa muitas janelas abertas. Tudo fica lento, é muito mais difícil agir, tomar decisões, perde-se a agilidade, a liberdade, enfim, é um saco. Quase um travamento. Essa é a exata sobrecarga que acontece em nosso sistema nervoso quando jogamos muita coisa ruim na cabeça ou quando temos coisas demais a ocupar (preocupar) a nossa mente e não conseguimos esvaziá-la.
- Aumentar a capacidade de assimilação de informações e sentimentos através de um conhecimento de si mesmo e dos mecanismos muitas vezes ocultos com que o mundo e a realidade acontecem. Esse é o processo mais lento e difícil de se obter sucesso, porém uma vez bem sucedido, é irrevogável a eficácia e a durabilidade, pois não há como retroceder nessa caminhada.
Com pequenas coisas como pensar e ler coisas boas e evitar coisas e pessoas ruins, eliminamos com certeza 80% dos problemas que o sistema nervoso assimila e que não podem ser resolvidos individualmente, como impostos, roubos, e toda a parafernália que criam os humanos e que tanto afligem aos mesmos. Os 20% restantes são reais, e são os que realmente importam que resolvamos.
Levantar a palma das mãos pra cima ao invés de pra baixo (quanto tempo ficamos com as palmas das mãos pra baixo!) é uma forma de captar a energia do planeta, seja da chuva, seja do sol. É experimentar pra ver. A energia da Terra entra pelo chakra básico ou sacro e assim precisamos apenas da energia que vem dos céus pra fechar um dos ciclos de recarga que acontece usando a energia do próprio planeta. As extremidades do corpo são as melhores para absorver e enviar energia, assim como as antenas.
Outra coisa é sobre governo. Governo de verdade, somente o das leis imutáveis do Universo, ou de Deus, como preferir chamar o que não pode ser denominado (o Universo, infinito em Tempo e Espaço é inconcebível à mente humana, mais do que a própria realidade). Governos da Terra e suas notícias, imposições e calúnias nada mais são do que macaquices de gente que se veste bem mas muitas vezes não age nem faz bem.
O fato é: aprendendo a usar nossa energia, mantendo os pensamentos elevados e em paz e, se possível realizando atividade física qualquer para facilitar a circulação de energia (alongamentos são excelentes pra relaxar, ou quem sabe uma trepada (fazer amor, tá bom) ou qualquer coisa! Até lavar roupa no tanque vale), conseguimos um padrão de qualidade de vida incomparavelmente superior ao da maioria dos habitantes do planeta.
Acho que é isso... Ou como diria Groo, o Errante, "Terei Errado?"
:)
29 abril 2008
Mudanças
Pois é, estava pensando... Como muitas vezes esquecemos que estamos vivos e que certamente amanhã estaremos mais velhos que hoje... Vi o Clip do My Bloody e voltei ao passado, à adolescência (e ainda bem que pude aproveitar a minha!! :)
Ou como diz o professor Pedro (que foi companheiro de quarto na viagem ao Machu Picchu) cada vez que ia brindar:
"Nunca mais beberemos tão jovens!"
Grande sacada essa na vida. A idade é um estado de espírito sim. Com o que nos preocupamos? O que vale à pena? Não estaremos querendo envelhecer depressa demais puxando tantas responsabilidades sem sentido e deixando de ter o devido cuidado com o que realmente importa? NÓS é o que realmente importa.
Essa semana foi corrida, cheia de coisas, trampos em diversas cidades diferentes, mas o que fica disso tudo? Além da diversão e do cansaço, nada! Feliz daqueles que podem se divertir trabalhando, ou dormindo, ou descansando...
E além disso tudo vem toda aquela coisa da química, tipo "I don't like drugs. But drugs, oh... They like me."
Que experiência na Terra precisamos ter pra superar nosso vazio?
Pra superar nossa necessidade de tanta tranqueira, de tantas drogas, de tanta alucinação coletiva com violência?
Mas estamos aí... e sério, quando levamos a vida menos a sério tudo fica melhor. Aí começamos a ter a verdadeira responsabilidade que é crítica, sensível e delicada, instável e de humor imprevisível, mas nunca séria demais.
E vamos aproveitar nossa saúde! Tem coisas que nem cartão de crédito compra.
Sorte de quem tem... Sorte maior de quem É!
23 abril 2008
Maluquice: Uma Morte Digna
Com certeza na escala de julgamento divina morrer fazendo uma maluquice é uma morte digna. Uma morte que entristece mas diverte ao mesmo tempo: o maluco é um gênio que não mede as consequências. Viva o Padre Maluco!
Acesse no blog nerd as Reportagens Completas da última aventura do Padre Voador, popularmente conhecido por Padre Maluco!
Como há tempos os seres divinos choravam muito pela humanidade, o Padre e as risadas que causou vão levá-lo direto pro Céu.
22 abril 2008
Falta um Sentido
Para a humanidade só falta uma coisa: Sentido de Existência.
Não há outra razão nem melhor objetivo do que dar um verdadeiro sentido à existência.
Esse sentido, que num contexto mais amplo pode ser dito até mesmo como crianças que são autodidatas não porque a inteligência nem o meio a forçam a isso, mas porque o ensino pode se tornar uma coisa tão simples e interessante que a própria corrente existencial se encarrega da assimilação; ou porque todos caminham para uma construção bem definida e com objetivos claros e simples: fazer as coisas darem certo; ou que a preocupação com o que realmente importa: alimentação, oportunidades para todos, liberdade, ação, sabedoria não se transformem em uma alienação com futilidades que terminam em fome, desigualdade, opressão, exploração, estupidez.
A capacidade da humanidade jaz quase desconhecida para a maior parte de seus habitantes devido justamente à crença no que vemos. A crença no sistema que não funciona, que cuida tão mal dos objetivos pessoais quanto dos sociais. Que desestabiliza tudo e a todos em troca de simples egoísmo e estagnação.
Não há mais tempo de ficar parado, vendo tudo acontecer. Não há mais porquê fazer isso. O mundo claramente dá sinais que precisa de uma mudança, em uma mudança individual de percepção que torna cada um único, e assim, designando valor a si, pode então dar valor ao outro.
Não há mais razão de ficarmos quietos, tendo em vista que não há razão de continuar vivendo para as coisas assim como elas estão. Não nos satisfazem, são um saco sem fundo. Eu quero sim, prazer, beleza, paz, quero viver bem também, quero viver especialmente em paz, e assim fazer com que tudo tenha um verdadeiro sentido.
Repetindo (pois slogan é pra repetir!)
Como já dizia o slogan do falecido "Desorganize" (do yahoogroups):
"E quando cada um for um, todos seremos uma coisa só também..."
18 abril 2008
Pausa Para os Comerciais
Você tem 3 minutos e 45 segundos?
Aproveite pra respirar beeeeeeeeeeeeeem fundo de umas três a sete vezes enquanto assiste a uma apresentação acústica dessa música do Pixies que é de f@d3r!
ah, e não se esqueça de sair da frente do micro pra um alongamento rápido!
três e quarenta e cinco muito bem empregados!
Hey...
Aproveite pra respirar beeeeeeeeeeeeeem fundo de umas três a sete vezes enquanto assiste a uma apresentação acústica dessa música do Pixies que é de f@d3r!
ah, e não se esqueça de sair da frente do micro pra um alongamento rápido!
três e quarenta e cinco muito bem empregados!
Hey...
Os Astros Falam...
De uma maneira ou de outra, toda energia do planeta vem do Sol.
Uma fogueira é o próprio Sol, com sua energia armazenada em cadeias de carbono, sendo liberada novamente. Uma hidrelétrica é água descendo o morro. Água essa que foi parar lá em cima graças à energia solar que a evaporou e transformou em nuvens.
Temos alguma ligação direta e incontestável com todo o céu, mas aqui debaixo não dá pra perceber muito bem. À noite temos as estrelas, pra nos lembrar que o tempo no Universo não é medido em horas, mas em anos. A distância não é em metros, mas em trilhões de quilômetros (um ano-luz equivale a 9,46 trilhões de Km aproximadamente.)
Ao olhar pro Sol ou pras estrelas dá pra ver que alguma realidade muito mais real do que o que vemos se desenrola sob nossos olhos. Está na Natureza. Está na mãe-Terra, em Gaia. Está em nós, na nossa parte indestrutível aonde reside nada menos do que nossa essência, que talvez não seja composta sequer de uma partícula.
Temos atualmente um mundo de informações e "obrigações" que empurram mente abaixo milhares de informações por dia. Notícias de repórteres que não param de falar e uma depois da outra. Ao terminar um compromisso, começa outro. Uma vida de ansiedade vivemos. O tempo necessário pra filtrar tudo e eliminar a grande parte que não presta não existe mais em nossa rotina. O tempo de respirar. O tempo de simplesmente apreciar a vida, a natureza, o céu. Tempo esse imprescindível pra que nossa consciência possa parar de ser empurrada pelo turbilhão de dados e possa vir à tona e respirar, falar um pouco com nós mesmos.
É olhar o céu e ver que o infinito é aqui, e que o eterno é agora...
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